A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) vai interromper o abastecimento de água em 30 municípios das regiões Agreste e Trairi para realizar a substituição dos conjuntos motor-bomba de duas estações de bombeamento da adutora Monsenhor Expedito. A paralisação do sistema terá duração prevista de 24 horas, enquanto a normalização completa do fornecimento poderá levar até 72 horas após a conclusão dos serviços.
A manutenção será realizada nas estações de bombeamento EB1, localizada na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, e EB2, no município de Monte Alegre. Segundo o gerente da Regional Agreste da Caern, Francisco de Assis dos Santos, a intervenção é necessária porque as duas unidades ficam no início da adutora e, por isso, exigem a paralisação de todo o sistema.

“Essa parada se fez necessária em virtude da necessidade de se trocar os conjuntos motores-bombas da Monsenhor Expedito, da EB1, que é a estação de bombeamento localizada na Lagoa do Bonfim, município de Nísia Floresta, e na EB2, que fica no município de Monte Alegre. Pelo fato de essas duas estações serem do início da adutora, faz-se necessária essa parada de todo o sistema para que possamos fazer a substituição dos conjuntos motores-bombas”, explicou.
De acordo com a Caern, os 30 municípios atendidos pela adutora ficarão sem abastecimento durante o período da manutenção. Francisco de Assis informou que a previsão é de 24 horas de interrupção, mas ressaltou que o prazo poderá ser ampliado caso ocorram intercorrências, como quedas no fornecimento de energia elétrica durante a retomada da operação.
“Quando colocarmos o sistema em funcionamento, se houver alguma queda de energia, esse período pode ser prolongado, porém isso não é muito comum. Para recuperar todo o sistema são necessárias 72 horas, em virtude da grande extensão da adutora, que possui 400 quilômetros de extensão”, afirmou.
Segundo o gerente, a substituição dos equipamentos faz parte de um processo de modernização do sistema e deverá aumentar a eficiência do abastecimento. Ele explicou que os conjuntos atualmente em operação já acumulavam muitos anos de funcionamento e precisavam ser substituídos.
“Nós vamos aumentar a nossa eficiência na oferta da água, porque o conjunto que está sendo substituído já estava com muitos anos de uso e era necessário fazer essa substituição”, disse.
Sobre a durabilidade dos novos equipamentos, Francisco de Assis estimou que o sistema deverá operar por mais “10, 20 anos”, embora ressalte que manutenções continuarão sendo necessárias. “Os problemas sempre vão existir, mas, para essas duas estações, não. Nós estamos trocando todo o sistema”, afirmou.
O gerente também destacou investimentos realizados pela companhia para ampliar a oferta de água na região.