Natal começou nesta quinta-feira 10 a fazer tomografia e ultrassonografia numa unidade móvel montada na Zona Norte. A primeira carreta de exames de imagem entrou em operação no Ginásio Nélio Dias, no bairro de Lagoa Azul, dentro de uma ação para ampliar a oferta desses procedimentos e encurtar a fila de quem aguarda atendimento na rede municipal de saúde. Dentro dela há dois equipamentos: um aparelho de tomografia e um de ultrassonografia.
Ninguém chega ali por conta própria. O atendimento não funciona por demanda espontânea: os pacientes são encaminhados exclusivamente pelo sistema de regulação do município, seguindo os critérios que a rede pública adota. Nesta fase inicial, a prioridade fica com os casos considerados mais graves e mais urgentes; os demais serão chamados conforme a ordem cronológica de entrada na regulação.

A escolha da Zona Norte não foi aleatória — tem a ver com o tamanho da fila. É naquela região que se concentra mais da metade de toda a procura reprimida por tomografia e por ultrassonografia na capital. Os números da Secretaria Municipal de Saúde dão a dimensão exata do problema: Natal tem 2.038 tomografias esperando para ser realizadas. Na ultrassonografia a espera é bem maior, com cerca de 23.408 pacientes já inseridos no sistema de regulação municipal.
A estrutura que abriu as portas no Nélio Dias é uma entre duas carretas que a Prefeitura contratou para reforçar a oferta de exame de imagem na capital. Uma delas desembarcou aqui em 23 de agosto; a outra chegou na semana passada. Rodando as duas, a previsão é dar conta de cerca de 2 mil tomografias mensais e outras 2 mil ultrassonografias — algo em torno de 4 mil procedimentos por mês.
A segunda unidade deve começar a atender em Felipe Camarão, bairro da Zona Oeste. Ambas permanecerão em Natal ao longo de um ano e vão circular por diferentes regiões da cidade nesse período. E o atendimento não se limita a quem mora na capital: pacientes de municípios da Região Metropolitana que tenham pactuação para atendimento na rede natalense também poderão ser recebidos. A aposta da Prefeitura é usar essa oferta provisória para dar vazão a parte da demanda represada e, ao mesmo tempo, levar o exame para perto de quem vive em cada canto da cidade.
Por dentro, cada carreta tem recepção, consultório e salas específicas para tomografia e para ultrassonografia, além de estrutura de acessibilidade. O tomógrafo em operação possui 16 canais e dá conta de diferentes tipos de exame. Na ultrassonografia, a estrutura está preparada para procedimento com Doppler, para exame obstétrico e gestacional e para ultrassonografia em 3D.
O dinheiro que bancou a contratação das unidades móveis saiu de emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim (Podemos), numa parceria firmada com a Prefeitura. Somado, o investimento passa de R$ 12 milhões.