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Roubo milionário no Louvre vai virar filme e série documental

Produções serão baseadas em livro sobre assalto ocorrido em 2025 que expôs falhas de segurança no museu francês
Por O Correio de Hoje
27/05/2026 | 13:18

O roubo das joias da Coroa Francesa ocorrido no Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, será transformado em um filme e em uma série documental. As duas produções audiovisuais serão baseadas no livro “Main basse sur le Louvre” (“Assalto ao Louvre”), escrito por três jornalistas franceses sobre o caso que mobilizou autoridades e ganhou repercussão internacional. A informação foi divulgada pela editora Flammarion, responsável pela publicação da obra.

Os direitos de adaptação foram adquiridos por duas produtoras diferentes. O longa-metragem ficará sob responsabilidade do cineasta francês Romain Gavras, conhecido por trabalhos como “Notre jour viendra” e “Athena”. Já a série documental será produzida por uma empresa britânica. Até o momento, ainda não foram divulgados detalhes sobre elenco, data de estreia ou plataformas de exibição das produções.

Museu do Louvre, em Paris, França - Foto: Reprodução
Museu do Louvre, em Paris, França - Foto: Reprodução

O livro que servirá de base para os projetos foi escrito pelos jornalistas Michel Degrus, do jornal Le Parisien, Jérémie Pham-Lê, do Le Monde, e Nicolas Torret, da revista Paris Match. Na obra, os autores reconstroem o assalto realizado em 19 de outubro do ano passado na Galeria de Apolo, uma das áreas mais simbólicas do Louvre, localizada próxima ao Rio Sena.

Segundo a investigação, o grupo criminoso conseguiu invadir o espaço logo pela manhã utilizando um guindaste para alcançar as janelas da galeria. Vestindo coletes amarelos semelhantes aos usados por trabalhadores da construção civil, os assaltantes quebraram vitrines de alta segurança enquanto o museu permanecia aberto à visitação. Toda a ação durou cerca de sete minutos.

Durante o roubo, os criminosos levaram oito joias históricas da Coroa Francesa, incluindo brincos, broches e colares ornamentados com milhares de diamantes e pedras preciosas. Entre as peças roubadas estavam joias ligadas à imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de uma tiara pertencente à coleção da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III.

Apesar da dimensão do crime, uma das joias mais famosas do acervo não foi levada: o diamante Regent, considerado uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, avaliado em cerca de R$ 302 milhões. Após o furto, os criminosos fugiram utilizando scooters pelas ruas de Paris.

O caso provocou forte repercussão internacional e desencadeou uma crise interna no Museu do Louvre, culminando na substituição da então presidente da instituição, Laurence des Cars. Mesmo após meses de investigação e a prisão de suspeitos apontados como integrantes da ação, parte das joias roubadas continua desaparecida.

Segundo os autores do livro, o episódio evidenciou o crescimento da atuação do crime organizado no mercado internacional de obras de arte e peças históricas. As investigações também levantaram questionamentos sobre os sistemas de segurança do museu mais visitado do mundo.

O caso passou a ser tratado como um dos roubos mais sofisticados já registrados envolvendo patrimônio histórico francês. Semanas após o assalto, o governo francês anunciou um amplo projeto de renovação do Louvre. O investimento estimado inicialmente pela presidência francesa era de € 800 milhões, cerca de R$ 4,6 bilhões.

Posteriormente, o Tribunal de Contas da França elevou a estimativa para € 1,15 bilhão — aproximadamente R$ 6,7 bilhões. Além do impacto financeiro e institucional, o roubo reacendeu debates sobre segurança em museus e preservação de patrimônios históricos em grandes centros turísticos europeus.

A transformação do caso em filme e série documental reforça o interesse internacional pelo episódio, que mistura patrimônio histórico, crime organizado, falhas de segurança e investigação policial em um dos museus mais famosos do planeta.