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Papa critica organismos financeiros em discurso na ONU

A presença do Papa marca a celebração dos 70 anos da Assembleia Geral. Francisco também criticou uso indiscriminado na natureza
25/09/2015 | 12:17

O Papa Francisco criticou os órgãos financeiros internacionais e o uso indiscriminado do planeta que prejudica a natureza e os mais pobres durante seu discurso nesta sexta-feira (25) diante da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, nos Estados Unidos. O discurso foi presenciado por diversos líderes mundiais, incluindo a presidente brasileira, Dilma Rousseff.

A presença do Papa marca a celebração dos 70 anos da Assembleia Geral. Ele fez seu discurso em espanhol.

Papa critica organismos financeiros em discurso na onu

“Os organismos financeiros internacionais devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países e não a submissão asfixiantes destes por sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência”, afirmou o pontífice.

“Nenhum humano, indivíduo ou grupo pode se considerar onipotente e autorizado a passar por cima do direito dos outros”, disse. Ele ainda condenou a “má gestão irresponsável da economia global”, que não pode ser guiada pela “ambição de riqueza e poder”.

Por isso, o Papa clamou por “conceder a todos os países, sem exceção”, uma participação e incidência real e equitativa nas decisões desses órgãos, no Conselho de Segurança da ONU e em mecanismos criados para afrontar as crises econômicas. Para ele, a exclusão econômica e social é uma “grave ofensa” aos direitos humanos e ao ambiente.

Francisco ainda condenou a “colonização ideológica” na qual países ricos tentam impor seus “modelos de estilo de vida anômalos” a nações em desenvolvimento.

Meio ambiente
Francisco também deu destaque em seu discurso ao tema do aquecimento global e mudança climática, e afirmou que a “sede de poder e propriedade material sem limites” estão prejudicando o meio ambiente e os mais pobres, criticando a cultura do descarte em vigor atualmente.

Para ele, o abuso e o mau uso do meio ambiente veem sempre acompanhado de processos de exclusão social. “Os mais pobres são os que mais sofrem, são descartados pela sociedade”, afirmou.

G1