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Pandemia
RN pode registrar pelo menos 300 mortes por coronavírus em abril
Segundo secretário-adjunto de Saúde Pública, estudos e debates revelam que número pode sofrer variação e aumentar
Pedro Trindade
03/04/2020 | 16:07

Com a aproximação do pico de contágio pelo novo coronavírus, o Rio Grande do Norte pode registrar pelo menos 300 mortes em virtude da Covid-19 no mês de abril de 2020, segundo o secretário-adjunto de Saúde Pública, Petrônio Spinelli.

A projeção do secretário-adjunto, embasada em estudos e discussões de técnicos da área da saúde, revela a necessidade de trabalhar com diversos cenários de acordo com a curva epidemiológica. “Esse número pode ter controvérsia, mas, se tiver, é para cima. 300 mortes é o teto mínimo, pois é difícil ter uma precisão exata considerando o grande número de sub-notificações por falta de exames. Somente as ações das pessoas em sociedade podem mudar o resultado”, explica.

Observando o cenário atual, o secretário de Saúde Pública, Cipriano Maia de Vasconcelos, reforçou o pedido para população se manter em casa e o distanciamento social para evitar a propagação do coronavírus, devido ao crescimento no número de casos suspeitos, casos confirmados e de óbitos.

Spinelli ressalta que se todas as pessoas ficassem em casa, o número de infectados e mortos seria bem menor, “mas essa é uma realidade muito distante. Se permanecermos em casa, seguindo as orientações das entidades de saúde, sem frouxidão, podemos evitar o aumento desse contágio e mortandade, que pode ser ainda maior”.

O secretário-adjunto considera que a maior parte das pessoas infectadas são assintomáticas ou apresentam resfriado e que, por isso, “é necessário ficar ainda mais atendo, pois essa doença que estamos vivendo é real. Precisamos olhar para Europa, Equador e Estados Unidos e entender que a pandemia é real”.

Em relação ao plano assistencial, Cipriano Maia afirmou que vem trabalhando desde janeiro na organização e expansão progressiva de leitos tanto na Região Metropolitana de Natal, como em todo estado, Ele alega que todos estão cientes que nenhum sistema de saúde no mundo está preparado para enfrentar essa situação.

O secretário disse ainda que o governo está trabalhando com a expansão de novos leitos no serviços públicos, com a chamada de profissionais do concurso público e profissionais por contratação temporária para atender a demanda da pandemia e com a aquisição de insumos e medicamentos.

A expansão comentada por Cipriano Maia envolve o Hospital Giselda Trigueiro, Hospital João Machado e Hospital da Polícia.

Outras alternativas estão sendo adotadas, como a contratação de cooperativa de médicos, e instituições privadas ou filantrópicas que tenham condições de gerenciar pacotes de leitos, equipamentos, como respiradores, insumos e pessoal. “Todos os estados têm feito isso mobilizando instituições que realizam essa gestão direta”, afirmou Cipriano.

O secretário de saúde disse ainda que se conseguir potencializar todos os leitos, o estado pode chegar chegar a 600 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), semi-intensiva e de observação.

Para Spinelli, montar uma estrutura que atenda o máximo de pacientes é um grande desafio. “Talvez a gente precise muito mais do que estamos falando. Mais hospitais de campanha, mais respiradores. A gente vai acompanhando e vai tentando evoluir, já que tem algumas variáveis que não dominamos”, revela.

Cipriano reforçou que a Sesap está trabalhando com todas as possibilidades, inclusive em cooperação com empresas da iniciativa privada.

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