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Sexo
Mais de 40% das mulheres no Brasil têm dificuldade de atingir o orgasmo, segundo estudo
Maior problema sexual dos homens é a ereção, diz levantamento
Redação - R7
13/06/2016 | 09:06

As disfunções sexuais são frequentes entre os brasileiros. Entre os homens, a maior dificuldade está ligada à ereção e entre as mulheres a dificuldade em atingir o orgasmo, de acordo com a pesquisa Mosaico 2.0 conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Prosex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Para o estudo, foram entrevistados 3.000 participantes entre 18 e 70 anos de idade, em sete regiões do Brasil: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal.

Em relação as mulheres, um dado que chamou atenção é a dificuldade que elas têm em atingir o orgasmo. Metade das entrevistadas disseram sofrer com a condição de forma leve à grave, com predominância nas duas faixas mais jovens do estudo, que compreendem pessoas entre 18 e 40 anos de idade. Em Belo Horizonte, 51% afirmaram não atingir orgasmo.

A coordenadora do Prosex explica que uma das razões é que muitas mulheres não se masturbam e, não conhecendo seu corpo, não se comunica com o parceiro para explicar quais são os estímulos que mais gosta e a frequência.

— A iniciação sexual da mulher costuma ser por estimulação clitoriana. Então, ela acaba menosprezando a estimulação vaginal. Às vezes, a dificuldade do homem [com o sexo] com ele mesmo também pode influenciar e, então, ele também pode ofertar estímulos insuficientes para a parceira.

O estudo também retrata que 32% do público feminino também tem dificuldade de ter interesse por sexo/excitação sexual. E 39% afirmaram ter dor na relação sexual entre mínima, grave e moderada.

Segundo o levantamento, mais de um terço dos homens ouvidos (32,4%) afirma dificuldades para ter e manter uma ereção. A porcentagem é ainda maior na região metropolitana do Distrito Federal, com 23,9%. O baixo desejo sexual também é uma realidade para muitos homens, mais de 30% sofrem com a disfunção.

Carmita explica que, para ser considerado uma disfunção, “a pessoa precisa se sentir desconfortável ou angustiada consigo mesmo, e não o seu parceiro”.

— Para se ter certeza que se trata de uma disfunção, o ideal é aguardar um tempo desde a primeira falha. Se cogita pelo menos seis meses, especialmente quando falamos da mulher, que se abalam sexualmente por situação financeira, problemas familiares, filhos…Tudo isso deve ser considerado.

As dificuldades sexuais exercem dois impactos na vida das pessoas: afeta o amor próprio para mais de um quarto dos homens (25,8%) e das mulheres (25,9%) e interfere no relacionamento com o parceiro (22,4% dos homens e 21,8% das mulheres).

De acordo com a psiquiatra, sexo é “fator de qualidade de vida”, por isso, “quando não está legal, pode prejudicar outras áreas da vida”.

Masturbação

Os dados da pesquisa mostram também as diferenças entre o comportamento feminino e masculino no tema da masturbação. Cerca de 40% das mulheres brasileiras não se masturbam e, dessas, 19,5% nunca experimentou a prática. Já entre os homens, apenas 17,3% não se masturbam e 82,7% utilizam essa forma de prazer.

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