Até a luta contra TJ Dillashaw em maio do ano passado, Renan Barão guardava uma marca impressionante: 32 lutas sem perder no MMA. Uma invencibilidade que chamou a atenção inclusive do presidente do UFC, Dana White, que disse que poucos abriam os olhos para o feito do potiguar. Hoje, em Chicago, nos Estados Unidos, Barão terá a revanche diante do americano, responsável por encerrar esse ciclo. E o principal: se vencer Dillashaw, o potiguar recupera o cinturão da categoria peso-galo.
Para esse duelo, Barão não poupou treinos, mas buscou algumas prioridades: a parte física foi a principal. Além disso, trabalhou a luta de solo.

Para o pai e ídolo de Renan Barão, Netinho Pegado, o potiguar está mais preparado dessa vez. “Ele não estava tão bem como está agora. E não ia ser o Dillashaw daquela vez. O adversário foi mudado de última hora e ele não ficou no peso ideal, estava lento para aquela luta”, lembra.
Para Netinho, é necessário prestar atenção na movimentação do adversário. “Ele é muito rápido. Se movimenta muito, então tem que olhar isso. Todo golpe tem que ir em cima, respondendo. Ele também joga com as duas bases, tanto com a direta como com a esquerda, não tem definição. Na primeira vez ninguém esperava isso, agora Barão já está preparado”, conta.
O pai do lutador potiguar se mostra confiante para a retomada do cinturão da categoria peso-galo. “Barão tem mais armas que o Dillashaw. Ele tem o ‘kickboxing’ que treina desde os nove anos de idade. E treinou muito o jiu-jitsu”, diz.
Barão disse que não fará do duelo apenas um ponto de defesa. “Estou me sentindo melhor. O que aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer um. Não vou neutralizar a velocidade dele. Tenho é que impor meu jogo. É cair para dentro e mostrar o que sei”, disse o lutador.
Netinho Pegado até queria acompanhar a luta do filho de perto, mas não conseguirá. Isso porque ele não foi liberado do trabalho para viajar junto com Barão. Assim, verá o duelo na casa do pai, o avô do lutador potiguar, junto com a esposa e outros parentes. “Dessa vez a história vai ser outra. Na outra luta ele levou o ‘mata cobra’ e ficou a luta sem saber onde estava, que round era. Ele estava lento. Agora ele está bem, ele está bem confiante”, acredita.
Outra parte dos parentes se reunirá num lugar já tradicional: uma pizzaria da família, em Nova Parnamirim. “A família sempre vem pra cá e tem trazido sorte. Só naquela penúltima luta (contra Dillashaw), que houve alguns fatores que atrapalharam ele também no combate”, lembra Joelza Pegado, tia do lutador.
Joelza conta que conversou com Barão nesta semana e que ele se mostrou confiante para a revanche diante do norte-americano. “Falei com ele hoje (quinta-feira), inclusive. Ele tá muito bem. Bateu o peso, está numa boa dieta e não está sentindo nada. Ele está preparadíssimo”, avalia.
Com a família reunida, sempre usando uma camisa de Renan Barão, a tia tem uma certeza: “Ele vai voltar de lá com esse cinturão novamente”.
Barão acredita em um resultado diferente neste segundo confronto. “Na primeira luta entre nós, ele foi melhor e eu realmente não esperava aquele ritmo forte e ágil desde o início. Dessa vez, estou no meu auge físico e técnico e pretendo sobrar no octógono, diferentemente daquela luta, que tive metade do tempo para me preparar e não fui o Barão que todos conhecem. Desde então, só penso nessa luta, 24 horas por dia, e tenho certeza que dessa vez a história vai ser diferente. Vou ser agressivo, andar para frente e provar a todos que duvidaram que eu sou o melhor da categoria”, afirma.
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