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Juros

Copom decide nesta quarta se reduz Selic, hoje em 13,75% ao ano

Decisão do Banco Central influencia o custo dos empréstimos, os financiamentos e o rendimento de aplicações financeiras
Agora RN
01/11/2026 | 17:43

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça-feira 3 e nesta quarta-feira 4 para decidir o novo patamar da taxa básica de juros do País. A Selic está atualmente em 13,75% ao ano, depois de ter sido reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.

A decisão será anunciada na quarta-feira, após o encerramento do segundo dia de reunião. A Selic serve de referência para as demais taxas cobradas ou pagas no País e influencia empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e aplicações financeiras.

Sede do Banco Central em Brasília, onde o Copom decide a Selic
Sede do Banco Central em Brasília — Arquivo/Agora RN

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O mercado financeiro acompanha a possibilidade de um novo corte. No último Boletim Focus disponível, a mediana das instituições consultadas pelo Banco Central apontava a Selic em 13,25% no encerramento de 2026. A projeção indica expectativa de novas reduções até o fim do ano, mas não garante qual será a decisão desta semana.

Ao definir a taxa, o Copom considera o comportamento da inflação, o nível de atividade econômica, o mercado de trabalho, as contas públicas e o cenário internacional.

O que é a Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para tentar controlar a inflação.

Quando os preços sobem acima do desejado, o Banco Central pode manter ou elevar os juros. O crédito mais caro tende a reduzir o consumo e os investimentos, diminuindo a pressão sobre os preços.

Quando a inflação dá sinais de desaceleração, o Copom pode reduzir a Selic para estimular o crédito, o consumo e a atividade econômica. O efeito, porém, não ocorre imediatamente.

O que muda para quem tem empréstimo

Uma redução da Selic pode abrir espaço para a diminuição das taxas cobradas em novos empréstimos e financiamentos. A queda não é automática nem ocorre necessariamente na mesma proporção definida pelo Banco Central.

Cada instituição financeira leva em conta outros componentes, como risco de inadimplência, despesas administrativas, impostos e margem de lucro.

Em contratos já firmados com juros fixos, a prestação não muda apenas porque o Copom reduziu a Selic. O efeito pode aparecer em novas contratações, renegociações e dívidas com taxas variáveis.

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Cartão e cheque especial

Os juros do cartão de crédito rotativo e do cheque especial também são influenciados pelo cenário econômico, mas costumam permanecer muito acima da Selic.

Mesmo com uma eventual redução da taxa básica, essas modalidades continuam entre as formas mais caras de crédito. Por isso, a recomendação é comparar o custo efetivo total antes de contratar ou renegociar uma dívida.

Efeito nos investimentos

Uma redução da Selic tende a diminuir gradualmente o rendimento de aplicações ligadas ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e de títulos públicos pós-fixados.

Investimentos como CDBs, fundos de renda fixa e Tesouro Selic podem continuar rendendo, mas passam a acompanhar uma taxa menor. A rentabilidade efetiva também depende das tarifas e da cobrança de Imposto de Renda.

A regra da poupança não mudaria com um pequeno corte neste momento. Quando a Selic permanece acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial.

Por que a inflação pesa na decisão

Na reunião anterior, o Copom afirmou que o cenário ainda exigia cautela. O comitê apontou incertezas externas, expectativas de inflação acima da meta e riscos para os preços.

Ao mesmo tempo, o Banco Central identificou moderação gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho permanecesse aquecido.

Se reduzir novamente a Selic, o comitê deverá explicar se pretende manter o ritmo de cortes nas próximas reuniões. Caso mantenha a taxa, a justificativa poderá indicar preocupação maior com a inflação e com o equilíbrio das contas públicas.

Após o comunicado de quarta-feira, a ata detalhada da reunião será divulgada pelo Banco Central na semana seguinte.

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