A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte registrou queda no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. A extração de petróleo passou de 2,93 milhões para 2,40 milhões de barris, redução de 17,82%, enquanto a de gás natural caiu de 112,30 milhões para 97,66 milhões de metros cúbicos, recuo de 13,04%.
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Os dados constam do Boletim de Petróleo e Gás Natural, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN), com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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A retração atingiu tanto os campos terrestres quanto os marítimos. Na produção em terra, o volume de petróleo somou 2,25 milhões de barris, queda de 18,07%. A extração de gás natural recuou 11,59%, para 87,62 milhões de metros cúbicos. No segmento marítimo, foram produzidos 157,48 mil barris de petróleo, redução de 14%, e 10,04 milhões de metros cúbicos de gás, queda de 23,9%.
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Segundo a Sedec-RN, os resultados refletem o envelhecimento dos campos produtores. “A diminuição dos volumes está relacionada à evolução natural dos reservatórios e ao declínio gradual das taxas de produção, cenário característico de campos maduros”, informa o boletim.
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A secretaria aponta que a manutenção da atividade depende de investimentos em recuperação de poços e modernização das operações. A tendência de retração já havia sido observada no primeiro trimestre, quando a produção terrestre de petróleo caiu 15,85% e a de gás natural diminuiu 20,34%.
O recuo também atingiu as receitas públicas. No primeiro semestre, o Estado arrecadou R$ 105,57 milhões em royalties, redução de 18,14% em relação aos R$ 128,96 milhões registrados no mesmo período de 2025. A queda superou 28% entre janeiro e abril, mas houve recuperação da arrecadação a partir de maio.