O Porto de Natal concluiu a primeira etapa das obras de dragagem do canal de acesso pelo Rio Potengi e aguarda uma licença do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para iniciar a próxima fase. O serviço, encerrado no fim de agosto, retirou cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos e elevou a profundidade do canal de 10,5 metros para 12,5 metros.
Com a dragagem de manutenção, o terminal passa a ter condições de receber embarcações maiores. Antes da intervenção, o Porto de Natal conseguia operar com navios de até 202 metros de comprimento e 30 metros de largura. Agora, a capacidade foi ampliada para embarcações de até 232 metros de comprimento e entre 35 e 40 metros de largura.

Segundo o diretor técnico e comercial da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Sidney Gomes Silva, a mudança amplia as possibilidades de operação do terminal. “Hoje, a gente recebe, na profundidade que estava, a gente conseguia receber navios com 202 metros de comprimento, com 30 metros de largura de boca, que a gente chama, que é a entrada do navio. Com essa dragagem de manutenção, nós ampliamos isso para 232 metros de comprimento, para 35, 40 metros de largura de boca. Então, isso amplia a possibilidade de novos navios chegarem ao Porto de Natal.”
A primeira etapa começou em 24 de abril e tinha prazo de até quatro meses para conclusão. Segundo a Codern, o cronograma foi cumprido. Após a retirada dos sedimentos, a equipe responsável pela fiscalização realiza a checagem do nivelamento das áreas que passaram pela intervenção. A última dragagem de manutenção do canal havia sido realizada em 2009.
Segunda etapa muda a Bacia de Evolução
A continuidade do projeto prevê a mudança da Bacia de Evolução, área utilizada pelas embarcações para realizar manobras de entrada e saída do terminal. Atualmente, a estrutura fica praticamente em frente ao Porto de Natal, no Rio Potengi. Com a obra, a previsão é deslocá-la para uma região mais próxima da Ponte Newton Navarro.
Para iniciar essa fase, a Codern depende da emissão de uma licença de alteração pelo Idema. De acordo com Paulo Sidney, a expectativa é que a autorização seja concedida no início de outubro.
“O órgão está analisando com a perspectiva de que para início de outubro nós tenhamos aí a autorização, a licença de alteração para que, de fato, essa segunda etapa possa iniciar”, afirmou.
Depois da autorização ambiental, a segunda etapa terá prazo estimado de até quatro meses. A conclusão é necessária para ampliar a capacidade operacional do terminal e permitir a movimentação de embarcações de maior porte.
R$ 60 milhões e outras melhorias
A obra de dragagem representa investimento de R$ 60 milhões no Porto de Natal. A intervenção integra um conjunto de melhorias que inclui a substituição das defensas do cais, recuperação dos armazéns e implantação de uma usina fotovoltaica para geração de energia.
“Nós temos troca de todas as defensas do nosso cais, nós estamos recuperando os nossos armazéns, portanto, podendo ofertar aí estruturas novas, modernas, para os nossos clientes. Nós estamos instalando, implantando uma usina fotovoltaica que vai gerar energia limpa”, disse Paulo Sidney.
Atualmente, o melão é o principal produto exportado pelo Porto de Natal, com destino principalmente à União Europeia. No sentido inverso, o terminal também recebe cargas importadas. O trigo lidera as importações, com cargas provenientes do Canadá e da Argentina.