Há tempos, o presidente Lula concluiu que seria difícil contar com os principais partidos do Centrão no projeto da reeleição.
Diante da má vontade de lideranças do PP, União Brasil, Republicanos, PSD e até do MDB, o petista adotou a estratégia de negociar acordos individuais com políticos destas legendas nos estados.

Em muitos lugares, o PT deve apoiar nomes de partidos do centro em troca de apoio à reeleição de Lula.
No caso do Rio Grande do Norte, a negociação do PT é com o MDB, como é sabido por todos.
Na cabeça de Lula, o vice-governador Walter Alves seria o candidato natural desta aliança, mas o filho de Garibaldi resolveu declinar da primazia para focar na eleição de aliados aos parlamentos e apoiar um nome do PT ao governo.
Walter tem reafirmado seu compromisso com a pré-candidatura de Carlos Eduardo Xavier (PT), atual secretário da Fazenda.
O problema é que ele tem recebido “apelos” para concorrer em 2026, conforme admitiu o pai dele.
São apelos de lideranças do MDB com atuação forte no interior do Estado. O movimento para que aceite disputar o governo vai continuar, e deve escalar quando Walter assumir a gestão em abril do próximo ano.
Por ora, o vice-governador resiste. Até acredito que ele está determinado a cumprir seu acordo com Cadu.
Agora, não foi à toa que Garibaldi lembrou nesta semana que o próprio Lula pediu para Walter concorrer, quando o presidente aqui esteve na inauguração da barragem Oiticica, em março passado.
Eu fiquei com a impressão que Garibaldi deseja ardentemente a candidatura do filho.
Ditador bufo
A série “Mussolini: O Filho do Século”, dirigida pelo inglês Joe Wright e brilhantemente estrelada pelo ator italiano Luca Marinelli, está disponível no streaming. Baseada no livro “M”, do escritor Antonio Scurati, a produção conta a história de Benito Mussolini, líder fascista que aterrorizou o mundo com sua violência política. Imperdível. Eu já estou assistindo. Na Mubi.
Aula brilhante
O advogado Nilo Ferreira Pinto Júnior, especialista em direito eleitoral, disse ontem que o ministro Luiz Fux deu uma “aula brilhante” aos defensores de Bolsonaro e seus aliados. Segundo ele, o voto de Fux servirá para uma revisão criminal com a mudança na composição do STF. “Mas agora, não”, comentou.
Aposentadoria à vista
Houve quem comentasse que a maior motivação de Luiz Fux na absolvição de Bolsonaro mira o “mercado futuro”. O próximo presidente da República, seja quem for, deve nomear pelo menos três ministros do STF, entre os quais, o substituto de Fux. O ministro deixou a impressão que aposta num candidato da direita, e deseja manter-se influente. Há lógica nisso.
Plantão médico
O prefeito Paulinho Freire não mediu palavras para responsabilizar o Sindicato dos Médicos do RN pela crise recente na saúde da capital. “O sindicato quis atrapalhar de todo jeito. Não pode proibir que os profissionais trabalhem onde quer que seja”, afirmou durante visita a UPA de Cidade da Esperança.
Vida que segue
Logo que se recupere plenamente do acidente de kitesurfe, Rafael Motta deverá retomar as articulações para concorrer a deputado federal nas próximas eleições. Segundo João Maia, Motta tem conversa avançada para se filiar ao PP.
Polarização
A morte do influenciador de direita e apoiador de Donald Trump, Charlie Kirk, durante evento na universidade de Utah (EUA), deve servir de alerta ao Brasil. A violência política é um risco que todos correm em ambiente radicalizado. 2026 deve repetir 2022.