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Diógenes Dantas

Quem aceita bater esteira para Zenaide?

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quarta-feira 1º
Diógenes Dantas
01/07/2026 | 05:54

A senadora Zenaide Maia iniciou a caminhada pela reeleição apostando numa estratégia clara: buscar os votos do centro sem romper as ligações históricas com o campo da esquerda.

Diante do favoritismo de Styvenson Valentim — seu colega de Senado e também candidato à renovação do mandato —, Zenaide sempre soube que precisaria performar bem tanto no primeiro quanto no segundo voto do eleitor.

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Quem aceita bater esteira para Zenaide? - Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

No início da corrida, sua principal adversária era a governadora Fátima Bezerra, que planejava deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado.

Como Fátima perdeu as condições políticas para se desincompatibilizar do governo, Zenaide avaliou que o campo progressista estava livre para colher os apoios necessários.

Naquele momento, com a parceria garantida com o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, e a aliança fechada com a federação União Progressista, a senadora considerou que a melhor estratégia seria uma candidatura solo ao Senado, sem ninguém para lhe fazer sombra no mesmo palanque.

A primeira vítima dessa estratégia foi o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, que se filiou ao União Brasil na expectativa de disputar o Senado, cargo que sempre almejou.

Zenaide vetou claramente o nome de Carlos Eduardo — algo negado publicamente, mas confirmado nos bastidores — para evitar que o ex-prefeito lhe criasse dificuldades na disputa.

Mas as placas tectônicas da eleição para o Senado se moveram com o lançamento das pré-candidaturas de Samanda Alves, pelo PT, e de Rafael Motta, pelo PDT.

A dobradinha dos dois tem potencial para capturar parte significativa dos votos da esquerda, justamente o eleitorado que Zenaide também disputa.

Some-se a isso o crescimento das intenções de voto em Coronel Hélio no campo da direita, indicando competitividade para o nome mais identificado com o bolsonarismo nesta eleição.

Para conter a sangria de apoios, especialmente no campo da esquerda, Zenaide foi convencida de que precisa de um parceiro ou parceira na disputa pelas duas vagas ao Senado.

De preferência, alguém disposto a bater esteira sem ameaçar sua reeleição.

Depois de dar um chega para lá em Carlos Eduardo Alves, a senadora confirmou que não disputará a eleição em chapa solo.

O nome que fará a dobradinha deverá ser anunciado nesta quinta-feira.

Mas eu já tenho um palpite.

Inclusão

Pelo que apurei nos bastidores, o vereador natalense Tércio Tinôco (União Brasil) desponta como o nome mais cotado para formar a dobradinha ao Senado com a senadora Zenaide Maia.

— O projeto ainda está em construção, mas Tércio é hoje o nome mais provável — confidenciou uma fonte à coluna.

Mundo, vasto mundo

Raimundo Alves, lugar-tenente da governadora Fátima Bezerra na articulação política, deixa o Gabinete Civil para assumir a coordenação da campanha do pré-candidato ao governo, Cadu Xavier. Nada mais natural. Ao longo dos últimos sete anos e meio de gestão, a petista não deu um passo sem consultar Raimundo. Para o bem ou para o mal.

Satélite

O PT formalizou convite ao PSOL para integrar o palanque de Cadu Xavier nas eleições deste ano. Segundo Sandro Pimentel, pré-candidato ao Senado e principal liderança da legenda no Estado, o partido ainda irá se reunir para deliberar coletivamente sobre a proposta petista. Em termos de espaços na chapa majoritária, há pouco a oferecer, mas o PT se compromete a incorporar sugestões “programáticas” ao projeto.

Liberou geral

O deputado estadual Francisco do PT vê com bons olhos um “liberou geral” no PSDB caso a legenda não formalize a aliança eleitoral com a federação da esquerda.

— Se o PSDB tomar esse caminho, nós avaliamos que tem muita gente do partido que ficará conosco apoiando nosso time político — declarou Francisco ao Contraponto, da 96 FM.