Um ano após a morte de Preta Gil, o Globoplay lançou nesta segunda-feira 20, data que também marca o Dia do Amigo, o primeiro episódio da série documental “Meu nome é Preta”, dirigida por Mini Kerti e produzida pela Conspiração. A produção revisita a trajetória pessoal e artística da cantora, empresária e apresentadora, que morreu em 20 de julho de 2025 em decorrência de complicações de um câncer no intestino.
A série é composta por quatro episódios, disponibilizados semanalmente às segundas-feiras. O capítulo final será lançado em 8 de agosto, data em que Preta completaria 52 anos.

Ao longo de episódios com duração de pouco menos de uma hora, o documentário percorre diferentes fases da vida da artista, desde a infância até a carreira consolidada na música e na produção cultural. A produção também aborda a vida familiar, os relacionamentos amorosos, o círculo de amizades e os bastidores da trajetória profissional.
O documentário reúne depoimentos de 52 entrevistados e apresenta imagens inéditas do acervo pessoal da cantora, registradas por familiares e amigos próximos.
Depoimentos e bastidores
Entre os entrevistados está a atriz potiguar Alice Carvalho, que viveu um relacionamento com Preta Gil nos últimos anos de sua vida. Na série, Alice relata que a relação ocorreu paralelamente ao envolvimento da cantora com o músico Kanalha, descrevendo a existência de “relações amorosas simultâneas”.
O lançamento coincidiu com uma série de homenagens feitas por amigos e familiares nas redes sociais.
Alice Carvalho publicou um texto dedicado à cantora.
“Cada parte do futuro que me toma pela mão sinto e sei que é você, não tenho mais medo da morte do amor e nem da vida porque fui profundamente amada, figura absolutamente desnudada, por alguém como você.”
A empresária Malu Barbosa, que trabalhou ao lado de Preta Gil por anos, também compartilhou uma mensagem.
“Hoje, aos poucos, consigo deixar que as memórias da doença e do sofrimento ocupem menos espaço. Elas existiram, fazem parte da nossa história, mas já não definem quem você foi.”
Na sequência, escreveu:
“Tenho conseguido voltar para o que realmente importa: a sua gargalhada que contagiava todo mundo, as nossas conversas intermináveis madrugada adentro, as histórias, os planos, o seu jeito intenso de viver e de amar.”
Homenagens de amigos
Amigo próximo da cantora, o apresentador Gominho publicou um vídeo lembrando a convivência durante o tratamento de saúde de Preta Gil.
“Os meus anos foram bem difíceis, tudo que passei com Preta ninguém tem ideia. Estou me curando, me sinto muito melhor. A tristeza é absurda, mas ao mesmo tempo sei que estou como ela gostaria que eu estivesse. Sei que ela está feliz com a homenagem que fiz em vida, que é ter cuidado dela.”
Ele acrescentou:
“Minha homenagem foi feita em vida. Estou vindo falar de mim porque falar delas eu vou falar para sempre.”
Durante o tratamento, Gominho chegou a morar na casa da cantora e fazia parte do grupo de amigos apelidado por ela de Diamonds.
Angélica também prestou homenagem nas redes sociais.
“Sinto falta da sua risada, da sua força, do seu jeito de transformar qualquer encontro em afeto. Você deixou um amor que o tempo não leva.”
Regina Casé relembrou a participação de Preta Gil no programa Esquenta.
“Minha Pretinha e o Esquenta sempre foram uma coisa só! Se eu tivesse que escolher alguém com a cara do Esquenta, era a Preta Gil! Ela foi chegando, foi ficando, foi ficando… Depois, ninguém deixou ela sair.”
Astrid Fontenelle também publicou uma homenagem.
“Eu acredito também que você virou energia dourada. Forte, intensa… tão Luz que segue iluminando.”
Produções reúnem acervo inédito
Parceiro de Preta Gil em diversos projetos musicais, o DJ Zé Pedro contou que participaria do evento “Quanto mais Preta, melhor”, promovido pela TV Globo e pelo Globoplay para marcar o lançamento da série e do documentário “Preta — Eu não ando só”.
“Hoje à noite vou tocar no lançamento da série feita em tua homenagem e mandei fazer uma roupa com você no peito, perto do coração, pra compensar tua falta do meu lado na cabine onde vivemos tantas farras, gargalhadas e alegria.”
Em seguida, escreveu:
“Você será para sempre o espelho onde eu me olho pra poder nos ver.”
A produtora Julia Sampaio, integrante da equipe responsável pela série documental, revelou que passou os últimos meses organizando o acervo pessoal da cantora.
“Preta, você ia amar essa resenha. Tive que identificar tanta gente… Tem tantas imagens inéditas da sua infância, do começo da carreira, de quando a gente ralava muito. Tantos vídeos lindos… Passei os últimos meses mergulhada nisso.”
Além da série documental, a programação especial dedicada à artista inclui o filme “Preta — Eu não ando só”, exibido pela TV Globo. As duas produções revisitam a trajetória da cantora desde a infância até os últimos anos de vida, reunindo relatos de familiares, amigos e parceiros de carreira.