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O show de Madonna e o radicalismo político

Alexandre Macedo
11/05/2024 | 10:04

O Brasil está vivendo um tempo de tanto radicalismo que até onde não cabe radicalismo, ele está chegando. No fim de semana passado, o foco foi o show da cantora Madonna no Rio de Janeiro.

O show foi aberto ao público, com investimentos privados e alguns recursos públicos. O investimento público, aliás, certamente deu um retorno ao Rio de Janeiro.

A quantidade de turistas que esteve na cidade em função do show de Madonna foi enorme. Isso sem falar na promoção do Rio de Janeiro, que aliás precisa de muita promoção para tirar a imagem negativa que tem nos cenários nacional e internacional.

Mas o pior não é isso, é a radicalização política. Ficou assim: quem é da esquerda gostou do show e quem é mais à direita não gostou do show. Não gostar ou gostar do show é um direito de cada um.

Mas a luta e a briga vão para as redes sociais. É como se Madonna tivesse vindo fazer um show para os simpatizantes da esquerda ou para os simpatizantes apenas de um mundo mais moderno, mais transgressor.

E como se a direita e as pessoas mais conservadoras fossem as mais certas do mundo. Era bom até um exame de reflexão. Será que são mesmo? Com isso, o Brasil entra em um novo conflito, dentro da cultura, dentro da arte, do lazer.

Em tudo se mistura a radicalização política, que iniciou há alguns anos e parece que, cada vez mais, o povo parece que não quer mudar de padrão social no aspecto da convivência.

O Brasil precisa superar isso. Isso é uma fase, um ciclo. Vamos vivê-lo. Mas é bom que as pessoas aprendam, ou reaprendam, a viver num país onde tem política, mas tem também futebol, arte, cultura, lazer, enfim, todo o restante do que compõe a vida humana.

E essa parte da vida não precisa de radicalismo nem de partidarização. Esquerda e direita podem conviver. Nas democracias, convivem de forma antagônica no período eleitoral, mas civilizada no restante da vida