Circulou na imprensa a informação de que o secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, nome de peso em qualquer gestão administrativa — não só no RN, mas fora dele também — estaria sendo cotado para integrar a equipe de marketing da pré-campanha de Allyson Bezerra, em articulação que envolveria também a senadora Zenaide Maia.
A coluna foi atrás.

Em contato direto, Vagner foi categórico: não recebeu convite. E foi além. Deixou claro que, mesmo que houvesse o chamado, não aceitaria em respeito ao compromisso assumido com a gestão do prefeito de Natal, Paulinho Freire, onde comanda a Secretaria de Planejamento.
No cargo, aliás, segue focado. Toca projetos estratégicos e é hoje um dos nomes mais bem avaliados da equipe com entregas concretas e presença ativa na condução de pautas importantes para a cidade.
Resumo da ópera: não procede. E, pelo visto, nem procederia.
APOSTA NA COMUNICAÇÃO
Por falar na equipe de Allyson Bezerra, um acerto que merece registro é a escolha do publicitário mossoroense Hélito Honorato para a comunicação da campanha. Jovem, atualizado e com boa leitura de redes sociais, Hélito já mostrou que sabe onde pisa e, principalmente, como falar com o público certo.
DOBRADINHA PARA SEGURAR BASE
O Partido dos Trabalhadores começa a desenhar sua estratégia para conter o avanço da senadora Zenaide Maia sobre o eleitorado de esquerda no Rio Grande do Norte. A aposta passa pela construção de uma dobradinha com Samanda Alves e Rafael Motta — dois nomes com trânsito em segmentos distintos, mas com capacidade de diálogo dentro do mesmo campo político.
A leitura interna é clara: evitar dispersão de votos na base progressista e manter o protagonismo do partido em um eleitorado que historicamente lhe é fiel. Samanda representa a renovação com identidade mais orgânica junto aos movimentos sociais, enquanto Rafael agrega experiência eleitoral e recall em disputas majoritárias.
Nos bastidores, a movimentação é tratada como peça importante para equilibrar o tabuleiro. Com Zenaide avançando em setores da esquerda, o PT tenta organizar sua base, alinhar discurso e apresentar uma alternativa competitiva não apenas para disputar votos, mas para manter influência no jogo político que se desenha para 2026.
LACUNA FEMININA
O União Brasil e o Progressistas montaram uma chapa competitiva para deputado federal no RN. Os nomes têm voto, recall e base consolidada. Mas esbarram em um ponto sensível: a necessidade de mulheres com densidade eleitoral real. A exigência legal não permite improviso e “cumprir tabela” pode sair caro política e juridicamente. Resumo do cenário: chapa forte no papel, mas ainda à procura de nomes femininos que entrem para disputar de verdade. O relógio eleitoral está correndo.