O mês de março começa — e é decisivo para o calendário político.
É o período da janela partidária, quando detentores de mandato proporcional — deputados federais e estaduais — podem mudar de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade.

Março, portanto, é estratégico para a redefinição de bancadas, alianças e projetos majoritários.
E, falando em projeto majoritário, há novidade no radar da direita no Rio Grande do Norte.
O empresário Flávio Rocha, controlador do Grupo Guararapes e das Lojas Riachuelo, articula sua pré-candidatura ao Senado.
O nome já aparece em pelo menos duas pesquisas de opinião.
Embora esteja afastado do dia a dia da política local, Flávio tem trajetória no Estado: foi eleito duas vezes deputado federal pelo Rio Grande do Norte.
Em duas ocasiões, também se colocou como alternativa do campo liberal à Presidência da República.
A ideia em construção é que ele ocupe a segunda vaga da direita na disputa ao Senado, compondo chapa com o senador Styvenson Valentim, que deve buscar a reeleição.
A interlocutores próximos, o empresário confirmou a intenção de concorrer — após convencer a própria família da relevância do projeto.
Flávio já iniciou, inclusive, a montagem de uma equipe para a fase de pré-campanha.
A consolidação da candidatura, no entanto, dependerá do desempenho nas pesquisas e das decisões partidárias do campo da direita no Estado — especialmente do PL, liderado pelo senador Rogério Marinho.
Flávio Rocha representa um ativo político — e econômico — de peso para qualquer composição.
Economia azul
O Rio Grande do Norte larga na frente para liderar a chamada “economia azul” e as pesquisas marinhas de ponta no Brasil. O Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) iniciou a montagem de um centro de referência no Porto-Ilha de Areia Branca, voltado ao monitoramento de ventos e ondas com precisão inédita no país.
Canhão de laser
A operação conta com aporte de R$ 14,9 milhões da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), com foco na atração de novos negócios e no reforço à segurança do setor offshore. O “astro” do projeto é um radar de R$ 3,3 milhões — descrito como um “canhão de laser” — capaz de medir a velocidade dos ventos a até 2 quilômetros de altura.
Conselho de guerra
Allyson Bezerra tem dito que só tratará de eleição indireta se a governadora Fátima Bezerra renunciar e Walter Alves não assumir o governo. Até lá, evita o tema.
Não é bem assim. Ontem, com Walter e Hermano Morais a tiracolo, o prefeito de Mossoró traçou cenários com a cúpula da federação União Progressista para a hipótese de dupla vacância.
Míssil balístico
Uma coisa parece certa: o grupo de Allyson Bezerra — que reúne cerca de seis votos na Assembleia — tende a se alinhar à bancada bolsonarista para impor uma derrota a Fátima Bezerra. Nos bastidores, a conversa entre os progressistas caminha nessa direção. Allyson não digeriu os ataques recentes vindos do PT.
Campo minado
Ao jornal O Globo, o senador Rogério Marinho comentou as primeiras diretrizes do plano de governo do presidenciável Flávio Bolsonaro:
— Temos interesse em diminuir a carga tributária e tornar o governo muito mais funcional. O país vive um aumento geométrico da dívida pública e precisa de responsabilidade fiscal — afirmou.
Paredão
O depoimento de Brisa Bracchi foi marcado para 5 de março, no mesmo dia do prazo final para julgamento da cassação. A intimação da vereadora ocorreu após o limite regimental para apreciação do parecer pelo plenário.