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Diógenes Dantas

Flávio Rocha precisa botar a cabeça para fora

Confira a coluna de Diógenes Dantas deste sábado 25
Diógenes Dantas
25/04/2026 | 05:17

Ninguém duvida de que Flávio Rocha é um ativo da direita na eleição estadual deste ano.

O empresário se filiou ao Novo para se colocar como opção ao Senado.

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Flávio Rocha precisa botar a cabeça para fora - Foto: Reprodução / Redes sociais

Agora, precisa assumir essa condição de forma clara e tornar pública sua articulação — por exemplo, com o Partido Liberal.

Embora o presidente da legenda no Estado, Renato Cunha Lima, considere “óbvio” o movimento de filiação e transferência de domicílio eleitoral, ainda estamos longe da confirmação de sua pré-candidatura.

Segundo Cunha Lima, Flávio ainda não se lançou porque busca construir sua campanha a partir de alianças com nomes locais e nacionais.

O cenário ideal seria integrar a chapa da direita encabeçada por Álvaro Dias, com Babá Pereira de vice, no PL.

Mas esse espaço já está ocupado por dois nomes ao Senado: o favoritíssimo Styvenson Valentim, que tenta a reeleição, e o obstinado Coronel Hélio, em ascensão no eleitorado bolsonarista.

Sem Romeu Zema na vice de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho não tem incentivo para atuar no sentido de convencer Hélio a aceitar uma suplência — hipótese já apresentada pelo Novo e prontamente rejeitada pelo militar.

Rogério não deve se mover para favorecer um partido que terá candidato à Presidência da República, disputando votos no mesmo campo de Bolsonaro. Com Zema na vice, no entanto, o cenário muda.

Na prática, se pudesse, Flávio Rocha disputaria o Senado por São Paulo, onde reside e dirige suas empresas. Como não pode, volta-se ao Rio Grande do Norte, que já o elegeu deputado federal por duas vezes.

Já disse a interlocutores do empresário — e repito aqui: essa articulação deveria ter começado no ano passado. Pode ter chegado tarde.

Adocica, meu amor

Beto Barbosa, o eterno “Rei da Lambada”, usou as redes sociais para cobrar o cachê de um show no réveillon de Natal, na virada de 2024 para 2025, em Ponta Negra. O prefeito ainda era Álvaro Dias.

— O prefeito não me pagou. Se ele quiser me pagar, eu aceito — afirmou, categórico.

O prego: R$ 130 mil. Agora, “dance e balance” com um “muído” desse.

Bico grande

Os tucanos do PSDB potiguar estão se bicando. Taveira Júnior vetou a entrada do ex-prefeito de Assu, Gustavo Soares, na nominata para deputado estadual. Pelos cálculos do grupo, há potencial para eleger até quatro nomes na eleição de outubro. Como Ezequiel Ferreira de Souza, Eriko Jácome e Cristiane Dantas são tidos como favoritos, Taveira — que tenta a reeleição — teme perder a quarta vaga para Soares.

Os intocáveis

Romeu Zema disse que vai dobrar a aposta contra os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF — que ele classifica como “os intocáveis” de um “Supremo balcão de negócios”.

A troca de farpas entre Zema e Gilmar, por exemplo, tem descambado para ofensas típicas de mesa de bar ou de torcida de futebol: boneco de homossexual, ladrão, corrupto, preconceituoso.

Sotaque caipira

Gilmar Mendes resolveu atacar o sotaque de Zema:

— Ele fala um dialeto próximo ao português. Imagino que seja uma língua do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim — disparou o ministro do STF.

— Sabe por que o senhor não entende o que eu falo, ministro Gilmar Mendes? Porque o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília — rebateu o mineiro, que vestiu de vez o figurino antissistema.

Sátira bendita

O que começou como sátira da equipe de Romeu Zema, com bonecos de ministros do STF, pode acabar em ação penal. Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que inclua o ex-governador de Minas Gerais no famoso inquérito das fake news, que já dura sete anos. No papel de vítima, Zema acaba popularizando seu nome Brasil afora.