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Coluna William Robson

Eleições em Mossoró: o que temos até agora?

Confira a coluna de William Robson desta quarta-feira 15
William Robson
15/05/2024 | 07:28

As últimas sondagens para as eleições em Mossoró praticamente deram o panorama inicial da disputa. Considerando uma delas, a divulgada pela FM 93 Resistência, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) mantém a dianteira com quase 70% das intenções de voto.

Um cenário que parece inalterado, embora seja importante considerar a dinâmica da política e de que a pesquisa, divulgada em abril, não considerou, por óbvio, aspectos como o rompimento recente entre o prefeito e o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (PSDB) e os prováveis movimentos de desistências.

allyson bezerra
Allyson Bezerra - Foto: Reprodução

Até então, o nome confirmado na disputa, além do próprio prefeito, era o do empresário Genivan Vale (PL). Outro, o da deputada estadual Isolda Dantas (PT), tende a mudar de ideia. Está prestes a desistir de sua pré-candidatura por força de sua impressionante rejeição. É o nome mais malquisto entre todos os possíveis prefeitáveis nas últimas pesquisas. O PT, diante disso, abriu negociações com Lawrence, através do secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo, Raimundo Alves.

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini, por sua vez, é a que mais angaria votos entre os adversários do prefeito, embora bem aquém do seu histórico, e sequer superando os dez pontos.

Nesta segunda-feira 13, o presidente da Câmara, Lawrence Amorim, lançou suas mágoas contra o prefeito, seu antigo aliado, através de live em suas redes sociais. Revelou as suas razões para o rompimento e que teria sido “chutado” por Allyson.

De liderado do prefeito, voltou a ser conduzido pelo tio-deputado Dr. Bernardo. Traz consigo a maior ambição em ser o nome a unir os opositores do prefeito, em projeto que pode colocar inimigos históricos como petistas, rosalbistas e bolsonaristas no mesmo balaio. Inclusive, Isolda afirmou que a Federação Brasil da Esperança, da qual faz parte, vê a pré-candidatura de Lawrence como “positiva”, em claro aceno de que o PT, com espaços importantes a nível federal e estadual, mingua fortemente em Mossoró, a ponto de não ter um candidato.

Genivan Vale, o candidato bolsonarista e nome lançado pelo senador Rogério Marinho, pouco avança nas pesquisas. Um ensaio para uma possível aliança com o rosalbismo não progrediu até agora. Neste jogo, o vereador Zé Peixeiro (Republicanos), outro pretenso nome, corre por fora.

As peças se movem nas eleições mossoroenses. O prefeito mantém ampla vantagem sobre seus adversários. Em outra pesquisa divulgada há 15 dias, sua administração foi aprovada por 84,3% dos entrevistados. Enquanto isso, vê-se uma oposição tentando se construir, edificada em nomes que incluem a candidata mais rejeitada (associa-se à desaprovação da governadora Fátima Bezerra em Mossoró – 54,64%, segundo o último levantamento), a tentativa de ressurreição da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, o surgimento de Lawrence Amorim (com um partido e nominata em desmonte, após a cisão) e Genivan Vale dando milho aos pombos.

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