Parece-me que o bloco do prefeito Allyson Bezerra será o fiel da balança na eleição indireta para o governo-tampão, em abril.
A depender de quem faz as contas hoje na Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo mossoroense pode influenciar de cinco a oito votos.

Como já registramos nesta coluna, a governadora Fátima Bezerra contaria com sete votos; a oposição, liderada por Rogério Marinho, teria aproximadamente nove apoios.
Por quem os sinos de Allyson dobram?
Ninguém sabe, neste momento. Qualquer afirmação, por ora, não passa de palpite.
Ainda assim, é possível observar alguns movimentos que podem pesar na escolha do político mossoroense.
O senador Styvenson Valentim não perde uma oportunidade para criticar a gestão de Allyson Bezerra.
A briga é antiga, já rendeu bate-boca público e resultou numa representação criminal do parlamentar contra o prefeito. Com a campanha eleitoral se aproximando, a malquerença tende a escalar.
Álvaro Dias também escolheu Allyson como primeiro alvo a ser abatido na sucessão estadual. Disse não acreditar no “fôlego” do prefeito de Mossoró e projeta um segundo turno contra o candidato do PT.
A estratégia do grupo que Álvaro e Styvenson representam é uma só: enfraquecer o líder nas pesquisas.
Diante de tanta hostilidade, abre-se um leque de oportunidades para a convergência de interesses entre os blocos de Allyson e Fátima, com vistas à votação na Assembleia e, talvez, a um eventual apoio no segundo turno da eleição, em outubro.
Tudo isso já está no radar da classe política. As conversas começaram — discretamente.
Turma do Jair
A chapa majoritária do PL deve ser fechada com Babá Pereira (Femurn) como vice de Álvaro Dias na disputa pelo Governo do Estado. Para o Senado, Styvenson Valentim deve ter como companheiro de chapa o coronel Hélio.
Cobrando a fatura
Antes de negar a pré-candidatura ao governo, Styvenson Valentim fez uma série de consultas a políticos e amigos mais próximos. Ao tomar conhecimento do dilema vivido pelo aliado — a quem prestigia com robustas emendas no Senado —, Davi Alcolumbre mandou o recado, direto de Brasília:
— Preciso de você na minha reeleição, não no Governo do Rio Grande do Norte.
Ainda estou aqui
A presidente estadual do PSB, Larissa Rosado, negou ter sido sondada para vice na chapa do pré-candidato a governador Cadu Xavier. “Até agora, não houve nenhuma conversa”, afirmou ao Jornal De Fato.
Mas pode haver. Segundo uma fonte, um eventual convite pode se materializar já na eleição indireta.
Sinal de Jonas
Em meio às especulações de que Baleia Rossi poderia intervir no diretório do MDB potiguar, por pressão do PT em Brasília, Walter Alves mandou avisar que seu mandato à frente da legenda está prorrogado até 2027. A comunicação já foi feita à Justiça Eleitoral.
Desobrigado
Renato Guerra, procurador-geral da Assembleia Legislativa, entende que Ezequiel Ferreira, presidente da Casa, não é obrigado a assumir interinamente o Governo do Estado se houver dupla vacância. Para ele, Ezequiel corre risco de inelegibilidade se assumir o cargo, mesmo que provisoriamente.