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Michael Charles

Copa do Mundo e política: quem faz parte da sua comissão técnica?

Confira a coluna de Michael Charles desta sexta-feira 12
Michael Charles
12/06/2026 | 05:41

Neste sábado, o Brasil estreia em mais uma Copa do Mundo. Como sempre acontece, a atenção estará voltada para os jogadores. Afinal, são eles que entram em campo e aparecem diante dos torcedores. Mas existe um detalhe importante que poucos observam.

A delegação oficial da Seleção Brasileira conta com 91 integrantes. Destes, apenas 26 são jogadores. Os outros 65 profissionais atuam nos bastidores: médicos, fisioterapeutas, analistas de desempenho, preparadores físicos, nutricionistas, psicóloga, profissionais de comunicação, marketing, logística, segurança e gestão, além, claro, da comissão técnica.

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Copa do Mundo e política: quem faz parte da sua comissão técnica? - Foto: Reprodução

O futebol moderno compreendeu há muito tempo que grandes resultados são construídos por equipes multidisciplinares. Não basta ter talento. É preciso ter organização. Na política, a lógica é a mesma.

As campanhas de hoje são mais complexas, mais rápidas e mais profissionais. Não basta ter uma boa história, um mandato bem avaliado ou presença nas redes sociais. É preciso planejamento, gestão e uma equipe preparada para transformar potencial em resultado. Mais do que nunca, as eleições modernas são disputas entre organizações, não apenas entre candidatos.

Além do candidato, uma campanha competitiva exige profissionais de comunicação digital, produção de vídeo, fotografia, design, tráfego pago, pesquisa de opinião, análise de dados, mobilização de rua, assessoria jurídica, coordenação financeira e estratégia política. Cada função importa. Cada profissional contribui para o resultado.

Muitos projetos fracassam porque concentram toda a atenção no candidato e pouca energia na estrutura. É como acreditar que uma seleção será campeã apenas porque possui um grande atacante. Não existe vitória sem equipe.

Por isso, uma reflexão se torna necessária para quem pretende disputar as eleições de 2026: Se os grandes resultados são construídos por equipes, quem está formando a sua comissão técnica? Quem analisa as pesquisas? Quem organiza a comunicação? Quem coordena a agenda? Quem acompanha o cenário político? Quem ajuda a tomar decisões estratégicas?

As grandes seleções não vencem apenas pelos talentos que entram em campo. Elas vencem porque possuem pessoas qualificadas trabalhando nos bastidores.

Na política acontece o mesmo. Grandes resultados são construídos por equipes fortes, profissionais preparados e pessoas certas nos lugares certos.

A pré-campanha é o momento de montar essa estrutura. De identificar competências, corrigir fragilidades e reunir profissionais capazes de transformar um projeto político em uma organização competitiva.

Porque, no futebol e na política, ninguém vence sozinho.

E toda vitória começa muito antes do apito inicial.