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Diógenes Dantas

Caso Allyson influencia mandato-tampão

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quinta-feira 29
Diógenes Dantas
29/01/2026 | 05:52

Acompanhando as declarações recentes da governadora Fátima Bezerra, fica-se com a impressão de que a eleição indireta para o mandato-tampão, em abril, seria favas contadas.

Peralá, não é bem assim.

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Caso Allyson influencia mandato-tampão - Foto:

Em entrevista à rádio 88 FM (Universitária), Fátima reafirmou sua pré-candidatura ao Senado:

— Eu sou candidata, candidatíssima — disse, convicta.

Mais adiante, afirmou algo incerto na atual conjuntura política:

— O povo confiou ao PT um mandato que vai até 31 de dezembro de 2026, e esse mandato, até esse prazo, está amparado pela Constituição. O PT não fugirá dessa responsabilidade de forma nenhuma — falou, categórica.

Para confirmar, na prática, essa declaração enfática proferida na emissora, a líder petista precisará garantir apoios para eleger o governador-tampão — que, se depender dela, será Cadu Xavier.

Só que Fátima não tem votos suficientes para vencer a parada na Assembleia Legislativa. Sua base está restrita hoje a sete ou oito parlamentares.

Como não há diálogo com o bolsonarismo, a governadora será forçada a buscar apoios na centro-direita.

E quem lidera esse segmento na Assembleia? Quem?

Sim, ele mesmo: Allyson Bezerra, alvo principal da Operação Mederi, que investiga fraudes na saúde.

Desde ontem, quando o caso do prefeito estourou em nível nacional, Allyson vem apanhando tanto do PT — até Fátima tirou uma casquinha — que custa acreditar que haja clima político para um eventual acordo na eleição da Assembleia.

As principais estrelas do PT miraram a eleição estadual de outubro e esqueceram a peleja de abril. A ansiedade de bater no prefeito foi maior do que qualquer estratégia política.

Estou curioso para saber se Allyson Bezerra guarda mágoas.

Alfinetada

De Fátima, sobre as denúncias da Operação Mederi:

— As denúncias são gravíssimas porque apontam para desvio de recursos públicos numa área extremamente sensível, que é a área da saúde — disse a governadora, na 88 FM.

Day after

Um dia após a visita da Polícia Federal, Allyson Bezerra partiu para cima de críticos e adversários com sua principal arma — a comunicação. Para estranheza da imprensa mossoroense, o prefeito amanheceu em Natal, concedendo entrevistas a rádios, blogs e portais de notícia. Repetiu por onde passou:

— Eu nunca recebi, pedi qualquer tipo de vantagem, qualquer tipo de valor — declarou.

Antes tarde do que nunca

Em silêncio num primeiro momento, União Brasil, PP, PSD e MDB divulgaram nota conjunta de solidariedade ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra:

— Reafirmamos nossa confiança na postura do prefeito Allyson, que tem pautado sua gestão pelo compromisso com a transparência, o respeito às instituições e a responsabilidade com a coisa pública.

Preconceito

Da governadora Fátima Bezerra, na Universitária FM:

— Tem uma parte da elite deste Estado que não suporta ver uma mulher como eu governadora.

Em seguida, detalhou:

— Preconceito de classe, preconceito de gênero, preconceito de orientação sexual, preconceito de toda sorte.

Big Brother

Antes de trocar o União Brasil pelo PSD, Ronaldo Caiado se reuniu com Flávio Bolsonaro na semana passada, sob o olhar atento de um potiguar: Rogério Marinho. O senador participou por videoconferência. Foi o que Caiado contou a Andréia Sadi, no Estúdio I, da GloboNews.