Com muitas horas de atraso, Cadu Xavier falou, apenas ontem à noite, sobre a fuga de 11 presos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga. Em vídeo no Instagram, reagiu à ofensiva eleitoral da oposição, que aproveitou o episódio para atacar a gestão da governadora Fátima Bezerra.
O candidato governista defendeu a atuação da gestão de Fátima, classificou a fuga como “pontual” e acusou o adversário Álvaro Dias de “oportunismo eleitoral”, por explorar politicamente uma ocorrência grave para atacar a gestão estadual.

O petista rebateu a narrativa de colapso da segurança apresentada por Álvaro e afirmou que o Rio Grande do Norte deixou as piores posições do País no setor. “As possíveis causas deste episódio vão ser totalmente elucidadas pelas nossas forças de segurança. O Rio Grande do Norte hoje é outro do ponto de vista de segurança”, declarou Cadu.
A defesa rapidamente se transformou em contra-ataque. Cadu questionou sua autoridade para cobrar eficiência administrativa. “Um prefeito que não teve condições de cuidar nem da sua cidade agora quer falar de segurança pública. Álvaro, você não cuidou nem de Natal”, disparou o candidato do PL.
O golpe mais contundente veio na sequência, quando o candidato trouxe para o embate dois dos principais passivos da gestão de Álvaro na Prefeitura: a engorda da praia e o Hospital Municipal. “Você estragou o maior cartão postal da cidade, que é a Praia de Ponta Negra. Você inaugurou um hospital que há quase dois anos está fechado ainda”, afirmou.
Ao reagir, Cadu mostrou que não pretende permanecer apenas na defensiva diante dos ataques à administração que representa. Sua estratégia foi clara: reconhecer a gravidade da fuga, blindar Fátima e devolver a Álvaro o desgaste de problemas acumulados em Natal. A segurança pública abriu a crise, mas o confronto já migrou para um julgamento mais amplo das duas gestões — e Cadu sinalizou que entrará nessa disputa sem economizar palavras.
INVESTIGAÇÃO
O Rio Grande do Norte já registrou a abertura de 35 inquéritos policiais em 2026 no âmbito do Código Eleitoral. O crime de investigação mais recorrente é o de falsidade ideológica eleitoral, que se configura pela manipulação de informações em documentos públicos ou particulares. Foram 19 inquéritos para apurar esse tipo de ilícito. Em segundo lugar, está a disseminação de notícias falsas, com 5 registros. Em todo o País, considerando todos os crimes, foram 832 inquéritos instalados até agora.
DESINFORMAÇÃO I
Está no ar o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta permite que qualquer cidadão denuncie, de forma anônima, conteúdos falsos ou descontextualizados capazes de comprometer a integridade e o equilíbrio das eleições.
DESINFORMAÇÃO II
O sistema recebe alertas sobre ataques à Justiça Eleitoral e a seus integrantes, ameaças, incitação à violência, atos antidemocráticos, discurso de ódio, uso irregular de inteligência artificial, desinformação sobre o processo eleitoral e mensagens eleitorais não solicitadas. Para registrar a denúncia, basta descrever o material e informar o link da publicação. Os casos são analisados por uma equipe interna e podem ser encaminhados às autoridades competentes.
NEGOCIAÇÃO
A Secretaria Estadual de Saúde prometeu para 7 de agosto o pagamento de R$ 5,4 milhões em faturas atrasadas de hospitais e cooperativas médicas que atendem procedimentos SUS. No dia 10 de agosto, seriam pagos mais R$ 12,3 milhões. A proposta é feita em meio à paralisação de atendimentos no Hospital Rio Grande, Hospital do Coração e Hospital Memorial. A negociação segue em andamento.
MOTIVOS
Lideranças do PP afirmam que a decisão de rejeitar uma aliança com Flávio Bolsonaro (PL) decorre da estratégia eleitoral da legenda. O objetivo do PP é, na federação com o União Brasil, eleger a maior bancada da Câmara dos Deputados. A ideia é que, com a neutralidade, cada diretório apoie o presidenciável que mais ajude a eleger deputados federais no estado.