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Diógenes Dantas

Ave, Bolsonaro!

Confira a coluna de Diógenes Dantas deste sábado 7
Diógenes Dantas
07/02/2026 | 05:27

Rogério Marinho calou. Carla Dickson não se manifestou. Sargento Gonçalves fez que não era com ele. Coronel Azevedo deixou para lá.

Coube ao General Girão reagir às declarações recentes de Styvenson Valentim e Álvaro Dias de que não são “bolsonaristas”.

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Ave, Bolsonaro - Foto: Imagem criada por IA

O deputado federal do PL comentou na TV Agora RN:

— Eu não concordo com a maneira como eles falaram isso — disse o general, acrescentando em seguida: — Lamento que Styvenson e Álvaro tenham dito que não são bolsonaristas.

Mesmo reconhecendo certa convergência entre as posições dos aliados e as pautas defendidas pelos bolsonaristas, Girão cobrou mais clareza no posicionamento ideológico do senador e do ex-prefeito de Natal.

— Houve, talvez, um mal-entendido em relação a isso. Espero que eles reflitam. Não é ser bolsonarista ou lulista. É o que você acredita que é melhor para o nosso Rio Grande do Norte e para o nosso Brasil — disse o parlamentar.

As bandeiras da direita, segundo Girão, ultrapassam a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro e configuram um conjunto de princípios:

— O que Bolsonaro despertou no Brasil foi o sentimento de patriotismo. O sentimento e a necessidade de defesa da família. O sentimento de religiosidade cristã — afirmou.

Esse tipo de queixume pode parecer pueril, mas não é. Soa, no mínimo, como um lembrete amigável às vésperas da campanha eleitoral.

Pré-candidato à reeleição, o senador Styvenson Valentim precisará dos votos e do engajamento dos bolsonaristas.

O mesmo vale para Álvaro Dias, que herdou uma pré-candidatura ao governo com a desistência do líder bolsonarista Rogério Marinho.

Como a mulher de César, para os seguidores de Jair Bolsonaro não basta ser bolsonarista; é preciso parecer bolsonarista.

Ave, Bolsonaro!

Pra quando o carnaval chegar

A pedido de Jean Paul Prates, o PDT encaminhou ofício a todos os partidos que compõem o arco de alianças da governadora Fátima Bezerra — PT, PSB, PV e PCdoB — para discutir os últimos lances da sucessão estadual. A reunião será na terça-feira, em um espaço da Arena das Dunas.

Balanço geral

Segundo Jean Paul, o cenário tem mudado a todo instante, sem que as legendas conversem.
— Será uma reunião dos partidos para fazer um balanço geral da situação. Nós somos legendas aliadas. Não dá para assistir a tudo isso sem poder falar, sem ter uma explicação — queixou-se o ex-senador.

Batida da bateria

Agora fica a expectativa pelo chamamento de Prates. A presidente estadual do PDT, Márcia Maia, já entrou em contato com dirigentes dos partidos alinhados ao projeto eleitoral da esquerda. Com tanto disse-me-disse e versões nos bastidores, o maior risco é alguém atravessar o samba.

Assembleia

O deputado estadual Neilton Diógenes (União Brasil) foi escolhido líder do bloco parlamentar formado pelos integrantes do União Brasil, PP, Solidariedade e MDB. O deputado Adjuto Dias (MDB) será o vice-líder.

Questão central

Na festa dos 46 anos do PT, em Salvador, o deputado José Guimarães expôs a preocupação do diretório nacional com a situação política vivida por Fátima Bezerra:

— A eleição de Fátima como senadora do RN tem que ser encarada como uma questão central. Não é uma questão menor, não. Porque lá está o centro do bolsonarismo, que é Rogério Marinho. Precisamos encontrar uma solução para a sucessão dela — disse o parlamentar cearense.