A escolha do indicado brasileiro ao Oscar de Melhor Filme Internacional para 2026 está gerando uma disputa entre dois longas: “O Agente Secreto”, de Kléber Mendonça Filho, e Manas, de Marianna Brennand. A decisão será anunciada na próxima segunda-feira 15 pela Academia Brasileira de Cinema.
A disputa se intensificou com a revelação da short-list da Academia, que incluiu os seis filmes na competição pela vaga. “O Agente Secreto” parecia ser o favorito, por ter vencido quatro prêmios no Festival de Cannes, incluindo o de Melhor Ator para Wagner Moura e o de Melhor Diretor para Kléber Mendonça Filho.

Nos últimos dias, contudo, “Manas” surgiu como uma opção viável. O longa ganhou apoio de empresas brasileiras e do ator Sean Penn, que se tornou produtor executivo. Essa movimentação pegou os especialistas de surpresa, já que “O Agente Secreto” era considerado a escolha quase definitiva.
Em meio às discussões, a atriz Fernanda Torres, que havia mobilizado o Brasil no último Oscar por sua atuação em “Ainda Estou Aqui”, publicou em suas redes sociais um apoio ao filme “Manas”: “Muito feliz de saber que o Sean Penn embarcou como produtor do Manas, no lançamento americano do filme. O Penn foi o primeiro a abraçar o Ainda Estou Aqui, quando desembarcamos em Los Angeles. O Manas merece demais”, disse a atriz em uma rede social.
“Ainda Estou Aqui” foi o primeiro filme brasileiro a vencer um Oscar de Melhor Filme Internacional, neste ano. Cada país pode candidatar somente uma obra nessa categoria. A publicação de Fernanda Torres gerou críticas de internautas, que lamentaram o apoio e disseram que a atriz estaria “sabotando a campanha de O Agente Secreto”.
A revista Variety afirma que “O Agente Secreto” é cotado internacionalmente para superar o sucesso de “Ainda Estou Aqui”. Segundo Clayton Davis, editor da publicação, o filme pode ter chances nas categorias de atuação, direção, roteiro original e melhor filme.