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Crime

[VÍDEO] Câmera corporal flagra PM fazendo roleta-russa com adolescente durante abordagem em SP

Imagens gravadas pelos próprios policiais embasaram a condenação de dois militares por tortura, abuso de autoridade e outros crimes
Agora RN
20/07/2026 | 11:00

Imagens registradas por uma câmera corporal da Polícia Militar de São Paulo flagraram um sargento simulando uma roleta-russa com um adolescente durante uma abordagem realizada em fevereiro de 2025, na favela da Caixa D’Água, na zona leste da capital paulista.

O caso resultou na condenação de dois policiais militares pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo na última quarta-feira 15. As decisões ainda cabem recurso.

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Imagem da câmera corporal mostra sargento durante abordagem que resultou na condenação de policiais em São Paulo

Nas gravações, o sargento Amauri dos Santos aparece colocando uma munição em um revólver, girando o tambor e encostando a arma na cabeça de um adolescente antes de apertar o gatilho. A arma não dispara. Em outro momento, o cabo Sandro Nascimento aponta uma pistola para outro jovem enquanto os adolescentes sofrem agressões físicas. Segundo as investigações, nenhuma das vítimas reagiu à abordagem.

Amauri dos Santos foi condenado a 12 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de tortura, abuso de autoridade, fraude processual — por desligar a câmera corporal durante parte da ocorrência — e peculato, devido ao desaparecimento de drogas apreendidas durante a operação.

Durante o julgamento, o sargento afirmou que o revólver era de brinquedo e que a munição também era falsa. Ele alegou ainda que o material encontrado na comunidade não era droga, mas lixo. A defesa não comentou a condenação.

Já o cabo Sandro Nascimento foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de tortura e abuso de autoridade. Em depoimento, ele negou as agressões e afirmou que apenas se apoiou em um dos adolescentes para não perder o equilíbrio.

Segundo a investigação, os policiais também entraram em pelo menos uma residência da comunidade sem autorização judicial.

Outros seis policiais, entre eles o soldado Eduardo Uchoa, ainda respondem ao processo e aguardam julgamento.