Moradores da Rua do Pinheiro, no loteamento Jardim Floresta, no bairro Redinha, Zona Norte de Natal, denunciam problemas no sistema de esgotamento sanitário após realizarem a ligação dos imóveis à rede da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Segundo os relatos, os dejetos retornam para as residências e extravasam para a via pública, provocando mau cheiro e transtornos à população.
Os moradores afirmam que atenderam à orientação para conectar os imóveis ao sistema público de coleta, mas dizem que, desde então, passaram a enfrentar o retorno do esgoto.

Segundo a comunidade, o problema impede que as famílias permaneçam nas calçadas e, em alguns casos, até dentro das próprias residências devido ao odor.
Além disso, eles questionam a cobrança da tarifa de esgoto, equivalente a 70% do consumo de água, alegando que o serviço não está funcionando adequadamente.
Moradores relatam prejuízos
De acordo com os relatos, a situação pode se agravar durante o período chuvoso, quando o aumento do volume de água faz com que os dejetos retornem pela tubulação e transbordem para a rua.
Segundo os moradores, outros pontos da via também apresentam extravasamento.
Uma moradora afirma que precisou alterar completamente a rotina doméstica.
Ela relata que roupas e louças passaram a ser lavadas manualmente e fora de casa porque, ao utilizar a lavanderia, a água retorna para o imóvel. Segundo ela, o esgoto também extravasa em frente à residência, provocando mau cheiro constante.
Outro morador conta que seguiu todas as orientações técnicas para realizar a ligação do imóvel à rede pública.
Segundo ele, foi necessário contratar pedreiros para adaptar a instalação e fechar a fossa, conforme orientação de que todo o esgoto passaria a ser direcionado para a nova tubulação.
No entanto, afirma que o sistema não funcionou como previsto.
Diante do retorno do esgoto, precisou gastar novamente para reabrir a fossa, acumulando prejuízos financeiros.
O morador relata ainda que registrou reclamações na Ouvidoria da Caern, após orientação recebida na própria companhia, mas diz que nenhuma solução foi apresentada até o momento.
Mau cheiro afeta rotina
Outra moradora afirma que os moradores deixaram de utilizar a área externa das casas devido ao mau cheiro.
Segundo ela, a situação afeta o bem-estar da família, inclusive durante as refeições, especialmente nos períodos de chuva, quando o odor se intensifica.
Os moradores afirmam que seguiram todas as orientações técnicas para a ligação da rede de esgotamento, mas consideram que a situação piorou em comparação ao período em que as residências utilizavam fossas.
Durante visita da reportagem ao local, foi possível observar água escura saindo de uma caixa de inspeção e escorrendo para a rua.
Segundo os moradores, o esgoto que deveria seguir pela tubulação retorna à superfície e extravasa na via pública.

Comunidade cobra providências
A população afirma que já solicitou providências à Caern e pediu uma fiscalização para verificar a execução da obra.
Os moradores pedem que a companhia realize uma vistoria técnica na Rua do Pinheiro, identifique a origem do problema, execute os reparos necessários para garantir o funcionamento da rede de esgotamento sanitário e esclareça os critérios utilizados para a cobrança da tarifa de esgoto.
A reportagem solicitou posicionamento da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) sobre as reclamações dos moradores e aguarda resposta. O espaço permanece aberto para manifestação da companhia.