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Política

Eduardo diz que Michelle agiu com “imaturidade” ao fazer vídeo sobre Flávio

Ex-deputado defendeu que divergências familiares sejam resolvidas internamente
Redação
21/07/2026 | 17:44

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como “imaturidade” a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar um vídeo com críticas ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista ao portal Metrópoles, nesta terça-feira 21, Eduardo afirmou que a madrasta não deveria ter tornado público o conflito e disse que esse tipo de questão deve ser tratado dentro da família.

“Essas disputas internas infelizmente vieram a público. Acho que demonstra até uma imaturidade (da Michelle). (…) Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Esses assuntos eu não vou mais comentar para não dar pano para a manga. É internamente que a gente resolve esse tipo de coisa”, disse.

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Eduardo diz que Michelle agiu com "imaturidade" ao fazer vídeo sobre Flávio - Foto: Reprodução

O vídeo citado por Eduardo foi publicado por Michelle há cerca de um mês. Na gravação, ela afirmou ter sido maltratada pelo enteado mais velho, episódio que ampliou a crise interna no bolsonarismo ao expor divergências envolvendo a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A disputa começou durante as negociações para a definição da candidatura do PL ao Senado no Ceará. Michelle defendia o nome da vereadora Priscila Costa (PL-CE), vice-presidente nacional do PL Mulher e uma de suas principais aliadas. Já Flávio participou das articulações que resultaram no apoio do partido à candidatura de Alcides Fernandes (PL-CE), pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE).

Após o desfecho das negociações, Michelle publicou um vídeo acusando aliados de Flávio de trabalharem para retirar Priscila da disputa e questionou a condução política do senador.

Dias depois, a ex-primeira-dama anunciou a saída da presidência do PL Mulher. Embora tenha informado que a decisão ocorreu para dedicar mais tempo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, e à filha Laura, aliados de ambos os grupos reconheceram que a crise contribuiu para seu afastamento da direção do segmento feminino do partido e aprofundou o racha interno.

Na entrevista, Eduardo também minimizou os efeitos do episódio sobre a candidatura presidencial do irmão. Segundo ele, a principal queda enfrentada por Flávio ocorreu em razão do caso envolvendo o filme “Dark horse” e o banqueiro Daniel Vorcaro, e não pelo conflito com Michelle.

“O Flávio já se recupera daquela oscilação que ele teve para baixo com relação ao “Dark horse”, não com relação à Michelle. E eu acho que vamos chegar com cada vez mais gente apoiando o Flávio”.

Eduardo também afirmou que a candidatura do senador tem atraído partidos de centro e disse acreditar que a direita chegará mais unida à disputa eleitoral.

“Acho que todo mundo tem esperança que essa eleição seja mais à direita. Inclusive os partidos de centro têm se aproximado de Flávio Bolsonaro”.

As declarações foram dadas enquanto o PL busca reduzir os efeitos da crise interna. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, fez um apelo público por unidade, afirmando que a direita precisa “se entender melhor” para vencer as eleições e pediu “paciência” aos aliados diante das divergências.

Nos últimos dias, a equipe de Flávio Bolsonaro também passou a orientar o senador a evitar referências públicas ao conflito. Durante agenda no Ceará, estado onde a disputa teve início, aliados recomendaram que ele concentrasse seus discursos em temas como segurança pública, economia e propostas voltadas ao eleitorado feminino, deixando o embate com Michelle fora das manifestações públicas.