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Banco Master

PF vai investigar se influenciadores foram pagos para defender Master nas redes

Investigação preliminar analisa ataques coordenados ao Banco Central durante disputa sobre venda do banco ao BRB
Agora RN
08/01/2026 | 11:03

A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para investigar se influenciadores digitais foram remunerados para defender o Banco Master e atacar o Banco Central (BC) nas redes sociais. Caso sejam identificadas irregularidades, a PF poderá instaurar um inquérito policial.

Segundo informações apuradas, ao menos 46 perfis em plataformas digitais participaram de um movimento coordenado de publicações com críticas ao BC e a investigadores envolvidos no caso que trata da tentativa de venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília). Esse comportamento já vinha sendo observado durante o processo de análise da operação pelo órgão regulador, mas se intensificou nos últimos dias, em meio à disputa jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Fachada do Banco Master; caso envolve disputa jurídica e questionamentos sobre atuação do Banco Central Foto: TV Globo/Reprodução
Fachada do Banco Master; caso envolve disputa jurídica e questionamentos sobre atuação do Banco Central Foto: TV Globo/Reprodução

As postagens, de acordo com a apuração, apresentam informações consideradas enviesadas sobre a liquidação do Banco Master e questionam a atuação do Banco Central. A ofensiva digital também passou a atingir o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de representantes de entidades do sistema financeiro.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que realizou um mapeamento dos ataques e identificou um volume atípico de publicações mencionando a entidade no mês de dezembro. A federação avalia se a movimentação pode ser caracterizada como um ataque coordenado.

Perfis ligados a páginas de entretenimento e humor também publicaram conteúdos relacionados ao caso. Uma agência de marketing digital citada na apuração afirmou que foi procurada para divulgar material sobre o Banco Master, mas negou ter aceitado qualquer proposta e disse que publicações atribuídas a perfis administrados pela empresa foram feitas de forma orgânica, sem remuneração.

O Banco Central tem recebido manifestações públicas de apoio de associações do setor financeiro, após decisões e questionamentos do STF e do TCU sobre a atuação da autoridade monetária no processo de liquidação do Master, concluído em novembro.

Paralelamente, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal no dia 27 de janeiro, no âmbito das investigações sobre a tentativa de venda da instituição ao BRB. Outros ex-executivos ligados ao banco também tiveram depoimentos agendados.

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