O Vasco iniciou de vez o processo de reformulação do elenco visando a temporada de 2026. Após rescindir com Jean David, o clube decidiu não renovar os contratos de Paulinho e Mauricio Lemos, que se encerram no dia 31 de dezembro. Os dois jogadores não fazem parte do planejamento da comissão técnica para o próximo ano, e as saídas fazem parte de uma estratégia clara de redução da folha salarial.
A situação de Paulinho foi tratada de forma tranquila nos bastidores, com uma relação considerada positiva entre o meia e o clube. Já o caso de Mauricio Lemos teve um desfecho mais conturbado. A comissão técnica e o departamento de futebol demonstraram insatisfação com o zagueiro ao longo da temporada, citando problemas físicos, técnicos e até comportamentais. O uruguaio, inclusive, não viajou com o elenco para a final da Copa do Brasil.

Outros nomes também estão com futuro indefinido em São Januário. Oliveira teve conversas avançadas com o Ceará e deve deixar o Vasco nas próximas semanas. David, por sua vez, chegou a negociar com o Vitória, mas as tratativas esfriaram, e a diretoria cruz-maltina já deu sinal verde para negociar o atacante caso surjam novas propostas.
Além deles, o Vasco já sinalizou ao mercado que pretende negociar os argentinos Sforza e Garré, que não estão nos planos da comissão técnica para 2026. Ambos têm contrato em vigor, e a ideia do clube é gerar receita com as saídas. Os jogadores já receberam sondagens de equipes do exterior, o que anima a diretoria na tentativa de fazer caixa.
A lateral esquerda também pode passar por mudanças. Victor Luís, mais experiente, teve pouco espaço em 2025 e tem permanência incerta para a próxima temporada. Riquelme, fora dos planos desde o meio do ano, segue com status de negociável, e o Vasco busca um destino para o jogador.
Entre os atletas formados na base, alguns devem ser emprestados ou até negociados em definitivo. Lyncon, que retorna de empréstimo do Volta Redonda, deve ser novamente cedido. Estrella, que sofreu com lesões em 2025, terá oportunidade no início do Campeonato Carioca, mas pode ser emprestado caso não corresponda. A diretoria vê com bons olhos repetir modelos de empréstimo considerados bem-sucedidos no passado, como nos casos de JP e Barros.
Com as movimentações, o Vasco tenta enxugar a folha salarial e, ao mesmo tempo, abrir espaço para reforços. A avaliação interna é de que o elenco sofreu em 2025 com a falta de opções no banco de reservas, e as saídas são vistas como fundamentais para permitir novas chegadas e dar mais profundidade ao time na temporada 2026.