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Copa do Brasil

Fluminense avança sob tensão

Equipe de Luis Zubeldía confirma classificação no Maracanã, mas volta a transformar jogo controlado em reta final de tensão
Por O Correio de Hoje
13/05/2026 | 11:52

O Fluminense confirmou a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Operário por 2 a 1, no Maracanã, mas voltou a expor problemas que têm marcado a trajetória recente da equipe de Luis Zubeldía. Apesar da superioridade técnica e territorial durante boa parte da partida, o time carioca repetiu erros defensivos e decisões questionáveis que transformaram um confronto controlado em um desfecho de tensão desnecessária.

A atuação manteve um padrão que já havia aparecido no duelo contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense constrói volume ofensivo, cria oportunidades em sequência e demonstra evolução coletiva, mas segue vulnerável em momentos decisivos, especialmente por falhas individuais e instabilidade defensiva.

Savarino Copia
Equipe de Zubeldía domina Operário no Maracanã e Savarino mais um gol Foto: andré durão / fluminense

O principal destaque da partida foi o meia argentino Lucho Acosta. Recuperado de lesão, o jogador elevou o nível técnico do meio-campo tricolor e participou diretamente da classificação ao sofrer um pênalti e marcar um dos gols da vitória. A retomada de desempenho da equipe coincide com o retorno do argentino, em um momento em que o clube ainda lida com ausências importantes no setor, como a de Martinelli.

Desde os primeiros minutos, o Fluminense mostrou postura agressiva. Com marcação alta, intensidade e pressão constante na saída de bola do adversário, a equipe criou uma sequência de oportunidades e abriu o placar cedo, com pênalti convertido por Savarino.

O volume ofensivo refletia a superioridade em campo. O Operário, atualmente na Série B, teve dificuldade para sair jogando e sofreu com o encaixe da pressão tricolor. Em duas recuperações próximas à área, Fluminense quase ampliou com Lucho Acosta e Canobbio.

Com o desgaste físico natural da intensidade inicial, o time carioca reduziu o ritmo e voltou a conceder espaços defensivos. O Operário cresceu na partida e passou a ameaçar em lances pontuais, principalmente com Aylon e Pablo, ainda que sem exercer pressão contínua.

O segundo gol tricolor surgiu após nova falha defensiva adversária. Depois de passe de Nonato, o zagueiro Cuenú escorregou, permitindo que Lucho Acosta finalizasse para ampliar a vantagem.

Na etapa final, porém, o Fluminense voltou a desperdiçar a oportunidade de matar o confronto. John Kennedy sofreu pênalti, assumiu a cobrança e acertou o travessão. A decisão reacendeu críticas internas sobre a troca constante de cobradores de penalidade, tema recorrente nas dificuldades recentes da equipe.

Pouco depois, Lucho Acosta chegou a receber cartão vermelho por uma entrada considerada perigosa, mas a decisão foi revertida após revisão do VAR, que transformou a expulsão em advertência. O episódio aumentou a tensão em um jogo que já poderia estar resolvido.

Nos minutos finais, nova falha defensiva ampliou o desconforto no Maracanã. Jemmes errou na saída de bola, o Operário diminuiu a vantagem e reacendeu o temor de um empate que levaria a decisão para os pênaltis. Embora o time paranaense não tenha imposto pressão intensa após o gol, o ambiente de instabilidade permaneceu até o apito final.

Apesar do susto, a classificação é vista internamente como uma oportunidade de reconstrução da confiança em meio à crise recente. O Fluminense terá pela frente um compromisso decisivo contra o Club Bolívar, pela Copa Libertadores da América, confronto tratado como fundamental para a retomada da estabilidade esportiva da equipe.