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Insegurança

Subtenente Eliabe diz que confronto de facções paralisou aulas em CMEI de Natal

"População, isso aqui não é no Rio de Janeiro. Isso aqui é na cidade do Natal", disse vereador
Agora RN
28/08/2025 | 05:00

O vereador de Natal Subtenente Eliabe (PL) afirmou nesta quarta-feira 27 que o Estado perdeu o controle da segurança pública após a suspensão das aulas no CMEI Padre João Perestrello, no bairro de Mãe Luiza, em razão de um confronto entre facções criminosas. “O Estado perdeu o controle. Não haverá aula no CMEI devido ao confronto entre facções. População, isso aqui não é no Rio de Janeiro. Isso aqui é na cidade do Natal, Estado do Rio Grande do Norte”, declarou no plenário da Câmara Municipal.

O parlamentar leu o comunicado atribuído à direção da escola, que informou a decisão de cancelar as aulas do dia “com foco na segurança das crianças, familiares e colaboradores”. Em seu discurso, Eliabe afirmou que a violência afeta diretamente serviços básicos. “A segurança é um tema transversal, onde não tem segurança, nada funciona. O médico não sai para atender, o professor deixa de dar aula, o comerciante não vende, as pessoas não saem para comprar. Então, é uma situação de sobrevivência. Ou nós temos segurança, ou nada funciona”.

Subtenente Eliabe diz que confronto de facções paralisou aulas em CMEI de Natal
Eliabe denunciou que aulas foram paralisadas em CMEI no bairro de Mãe Luiza - Foto: Francisco de Assis/CMN

Eliabe criticou o discurso oficial do governo estadual sobre a queda nos homicídios. Segundo ele, a redução não se deve a ações planejadas, mas a acordos entre organizações criminosas. “Os homicídios diminuíram quando as facções criminosas dão uma trégua e param de matar e de assassinar. Aí os números caem. Então, é uma falsa ideia de que o homicídio diminuiu fruto das ações planejadas do governo”.

O vereador também citou casos recentes de violência no Estado, como o assassinato do sargento Roberto Trindade, em Natal. Na tribuna, Eliabe criticou ainda a política penitenciária do Estado e acusou o governo de enfraquecer o trabalho dos policiais. “Pode trazer o Papa, pode trazer Jesus para comandar a segurança no Estado do Rio Grande do Norte, que não vai dar certo, porque, infelizmente, o governo vai no caminho contrário”, disse.

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