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Caso Marielle

Preso em operação Venire diz saber quem mandou matar Marielle Franco

Afirmou em mensagens, enviadas ao ex-vereador Marcelo Siciliano, às quais a corporação teve acesso, que sabe quem foi o mandante
Redação
03/05/2023 | 16:04

O ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros, preso na manhã de hoje 3 pela Polícia Federal (PF) na Operação Venire, afirmou em mensagens, enviadas ao ex-vereador Marcelo Siciliano, às quais a corporação teve acesso, que sabe quem foi o mandante do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O ex-militar concorreu a deputado estadual pelo PL do Rio de Janeiro nas últimas eleições e se apresentava como “01 do Bolsonaro” durante a campanha. O ex-vereador Marcelo Siciliano também foi um dos alvos de busca e apreensão da operação desta quarta que mira a inclusão de dados falsos sobre vacinação contra a covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

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Vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018 - Foto: Reprodução

A informação foi dada inicialmente pelo Portal G1, que ainda aponta que a PF revelou mensagens trocadas entre envolvidos no caso de falsificação de dados de vacinação.

Operação Venire

A Operação Venire investiga a adulteração em cartões de vacinação de Bolsonaro e da filha Laura. A residência dele, em Brasília, foi alvo de mandado de busca e apreensão. A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro.

Caso Marielle

Na noite de 14 de março de 2018, Marielle e Anderson Gomes foram assassinados a tiros no centro do Rio de Janeiro. As investigações seguem, até agora, sem conclusão.

Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no crime, foram presos em março de 2019 e se tornaram réus pelos homicídios. Desde então, as autoridades tentam identificar possíveis mandantes do crime.

Em uma das últimas atualizações sobre o episódio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou, por unanimidade, o recurso em que as famílias da parlamentar e do motorista Anderson Gomes pedem acesso aos autos da investigação sobre os mandantes do crime.