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Vereador diz que prefeito usa Prefeitura como “balcão de negócios”

Vereador repercutiu declarações do secretário Regularização Fundiária, que disse na semana passada que fazer regularização fundiária “é bom porque dá voto”
Redação
11/01/2016 | 12:05

As declarações do secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Getúlio Batista, foram classificadas pelo vereador Sandro Pimentel (PSOL) como um “absurdo” e um “desrespeito ao povo”, em entrevista ao Agora RN nesta segunda-feira (11). Na última quinta-feira (07), em entrevista ao programa RN Acontece, da Band Natal, o secretário disse que fazer regularização fundiária “é bom porque dá voto”.

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“Isso demonstra claramente a falta de qualidade do secretário, ele está no lugar errado, ele deveria ser secretário de política eleitoral e partidária do prefeito Carlos Eduardo, coordenador da campanha dele, alguma coisa desse tipo, menos secretário de Habitação e Regularização Fundiária; é um absurdo o que esse cidadão fala, além de ser um desrespeito ao povo, porque se ele não entendeu ainda que regularização fundiária está ligado diretamente a direito à cidadania, qualidade de vida, fomento à economia municipal; se ele não conseguiu entender isso ainda ele está fazendo o que nessa pasta?”, questiona o vereador.

Para Sandro Pimentel, o ocorrido é consequência do “balcão de negócios” que o prefeito Carlos Eduardo faz com as secretarias municipais. “É isso o que dá fazer balcão de negócios, o que o prefeito Carlos Eduardo faz é balcão de negócios, as secretarias não são indicadas à base de qualidade técnica, são indicadas à base de voto. Então o secretário, eu não sei se infelizmente ou felizmente é presidente estadual do partido dele e já deve ter alguma política de aliança”.

Getúlio Batista é Presidente estadual do PTB, partido que acabou assumindo a pasta por indicação e influência do deputado federal Walter Alves (PMDB), também responsável por sua ascensão à Secretaria na Prefeitura do primo Carlos Eduardo Alves.

Sandro Pimentel sugere ainda que Getúlio Batista deveria pedir desculpas à população e ao prefeito Carlos Eduardo, que foi quem o nomeou. “Acho que não foi má fé, deve ter sido uma palavra mal colocada, acho que dele deveria pedir desculpas à população e ao prefeito, por ter nomeado ele e se retratar disso que ele falou; seria o mínimo que ele poderia fazer caso ele tenha resquícios de conhecimento do que é administração pública. É lamentável ouvir um secretário com uma afirmativa dessa, o foco está sempre ligado à questão eleitoral, ao clientelismo e não à importância das políticas públicas e do direito à cidade”, finaliza o parlamentar.