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Coluna

Editorial: Finalmente, um grande projeto

Confira a coluna desta sexta-feira, 29
Agora RN
29/07/2022 | 08:25

Demorou quase um governo inteiro. Mas, finalmente, no apagar das luzes da gestão da governadora Fátima Bezerra, eis que é apresentado um projeto de extrema importância para a perspectiva de desenvolvimento econômico do Estado.

Como mostrou o AGORA RN na edição de ontem, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Sílvio Torquato, apresentou à Fiern nesta semana a proposta de construção de um novo porto no Rio Grande do Norte.

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Foto: Reprodução/fiern

Seria um terminal multiuso, orçado em R$ 6 bilhões, para comportar principalmente a demanda da produção de energia eólica no mar.

Um estudo de viabilidade está sendo elaborado. A área ideal para construção do porto e mais detalhes sobre o projeto deverão ser divulgados no próximo mês. Mas uma certeza já há: o Estado precisa desse investimento.

Já não era sem tempo para o governo Fátima apresentar algo substancial neste sentido. Afinal de contas, muitas são as potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte, mas muitos também são os entraves logísticos para que diversos setores se desenvolvam. Nada como um porto multiuso e bem estruturado para fomentar a diversificação da produção do Estado.

É preciso que o Estado faça seu papel criando as condições e infraestrutura necessárias para que as cadeias produtivas se desenvolvam. Em termos de infraestrutura portuária, o Estado dispõe hoje de três modestos terminais: o de Areia Branca, dedicado à produção salineira; o de Guamaré, para comportar a produção de petróleo; e o de Natal, que há muito não consegue dar conta da demanda.

O de Natal, aliás, está estrangulado, não só pela falta de estrutura própria, mas também no entorno. O bom senso aponta que não é estratégico mais investir no Porto de Natal, até porque não há logística para o transporte de cargas até lá. Se a cidade já não comporta a demanda de carros de passeio, avalie carretas imensas precisando passar pelo centro da cidade para chegar ao porto.

O governo do Estado acerta em seguir adiante com a proposta do novo porto. Calcula-se que seriam necessários quatro anos para que o terminal fosse construído. Está aí um bom mote e desafio de gestão para o próximo governo.

No caso da energia eólica, o Estado já mostrou que tem potencial. São mais de 400 Km de um litoral onde sopram um dos melhores ventos do mundo. A produção da energia eólica precisa ser incentivada – para isso, é preciso ter estrutura para que os equipamentos necessários cheguem ao Rio Grande do Norte. O porto está aí para isso.

Vem em boa hora essa iniciativa. E a Fiern também está de parabéns, por acolher a ideia e se comprometer a empreender esforços para captar investimentos privados para a empreitada.
Que esse projeto não seja mais um a morrer na praia.

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