BUSCAR
BUSCAR
Atendimentos

Com superlotação, Sesap decide implantar regulação no Hospital Walfredo Gurgel

Implementação está prevista para o dia 15 de outubro
Redação
17/08/2021 | 11:34

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) decidiu pela regulação da porta de entrada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) – alinhada com os municípios da Região Metropolitana de Natal e com o Ministério Público do Estado, com implementação prevista para o dia 15 de outubro. A decisão vem após recorrente superlotação na maior unidade pública de saúde do Rio Grande do Norte.

Para tanto, vem sendo feito um trabalho para viabilizar a medida, de modo a garantir a prestação de um atendimento de qualidade em urgência e emergência cirúrgica, em especial ao trauma, integrado ao ensino e pesquisa, de acordo com a missão dessa unidade hospitalar. Segundo relatos de servidores em julho, mais de 100 pacientes estavam internados em macas improvisadas em corredores e até na recepção da unidade.

Com superlotação, Sesap decide implantar regulação no Hospital Walfredo Gurgel - Agora RN
Corredor do Hospital Walfredo Gurgel, em imagem de arquivo. Foto: José Aldenir/Agora RN

Vale ressaltar que o HMWG conta com o apoio do Hospital Sírio-Libanês, no desenvolvimento do projeto “Lean Emergências”. Além disso, o estado ampliou a oferta de cirurgias eletivas ortopédicas desde a última semana, a fim de incrementar a oferta do serviço, com a capacidade de realizar 150 cirurgias aos mês no Hospital Walfredo Gurgel, juntamente com o Hospital Deoclécio Marques de Lucena.

Atualmente, a maior demanda do HMWG é advinda de municípios da Região Metropolitana, e 26% das pessoas que procuram a unidade vêm diretamente de seus domicílios, sem terem passado por uma regulação prévia. Cabe destacar que trata-se de uma unidade de alta complexidade referencial estadual.

Em busca por melhor organizar o serviço e prestar um atendimento de maior qualidade, o acesso ao HMWG deverá ocorrer de forma regulada, por meio da Central de Acesso às Portas Hospitalares (CAPH), que será responsável por regular pacientes cirúrgicos que não são emergências e pacientes clínicos graves para as unidades de referência hospitalar.

Urgências clínicas gerais serão reguladas diretamente entre as portas municipais e os hospitais regionais estaduais.

NOTÍCIAS RELACIONADAS