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Agripino diz que crise não tem vínculo com cenário internacional

Senador também criticou declaração da presidente Dilma Rousseff, que afirmou que, apesar das dificuldades, a economia do país está sob controle
Agência Senado
29/09/2015 | 06:00

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) analisou a desvalorização do real frente ao dólar e afirmou que o fato está relacionado com o desequilíbrio fiscal.

Com uma dívida interna em torno de R$ 2,7 trilhões, o governo só consegue rolar a dívida com juros elevados, o que representa pagar R$ 500 bilhões ao ano de serviços da dívida, disse José Agripino Maia.

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Esse valor, hoje, representa 18 vezes o orçamento do Bolsa Família e equivale a uma relação da dívida com o produto interno bruto de 67%, com possibilidade de alcançar a casa dos 80% em 2018, avaliou o senador. Se chegar a esse patamar, acrescentou, “ou os investidores não vão apostar no Brasil ou vão fazer empréstimos ancorados em dólar”.

“São os contratos futuros, que são também igualmente honrados pelo Banco Central, mas com base num referencial muito perigoso para uma economia combalida como a nossa, que paga o preço do desequilíbrio fiscal, com mais despesa do que receita. Se a relação dívida/PIB sai de 59% para 67%, vai de 67% para 70%, de 70% para 75$, e aí, acabou-se. A menos que se troque o governo”, afirmou José Agripino.

O senador acrescentou que o cenário atual não tem qualquer vínculo com o mercado internacional. Ele ainda criticou a declaração da presidente da República, Dilma Rousseff, que afirmou que, apesar das dificuldades, a economia do país está sob controle, durante discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Além de ter tratado do assunto em uma ocasião em que os temas internacionais deveriam ser discutidos, disse Agripino, a afirmação não está de acordo com o cenário atual da economia, que exigiu do governo um ajuste das contas públicas.