O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030, após concluir seu segundo mandato à frente do Executivo paulista. Reeleito em primeiro turno, ele afirmou que uma eventual candidatura dependerá do cenário político e de uma decisão construída com aliados.
“A gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade (de disputar a Presidência). Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

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A manifestação ocorre após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo 25. Com o senador fora do País, Tarcísio integra o grupo de lideranças da direita que podem assumir maior protagonismo nas articulações nacionais.
O governador, entretanto, afirmou que sua prioridade será cumprir os compromissos assumidos com os eleitores paulistas. “O que está no horizonte agora é honrar meu compromisso com São Paulo. É fazer um bom mandato, de entrega, de realização, que faça a diferença na vida das pessoas”, declarou. Ele acrescentou que “2030 é outra conversa”.
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Na entrevista, Tarcísio também revelou que aconselhou Flávio Bolsonaro a permanecer no Brasil depois da derrota eleitoral. Segundo ele, a orientação foi compartilhada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e por advogados durante reunião realizada na segunda-feira 26.
O grupo recomendou que Flávio contestasse eventuais irregularidades por meio de ações judiciais, em vez de anunciar que não reconheceria o resultado das urnas. A alternativa discutida foi pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob alegação de abuso de poder político e econômico.
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Tarcísio afirmou que, embora tenha recomendado a permanência, não julga a decisão do aliado. “O conselho que nós demos a ele, os advogados, eu, (Rogério) Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas, foi que ficasse (no Brasil)”, disse.
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