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Cristiane é a principal cotada para suceder Ezequiel na AL

Deputada articula apoio de governistas e oposição para comandar a Assembleia no próximo biênio; escolha ainda depende de negociação entre parlamentares
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27/10/2026 | 21:59

A deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB) é a principal cotada para presidir a Assembleia Legislativa no próximo biênio. Seu nome ganha espaço nas articulações por reunir proximidade com o futuro governo e condições de diálogo com parlamentares de oposição. O grupo político da deputada, que inclui o ex-vice-governador Fábio Dantas, aderiu à candidatura de Cadu de Lula (PT) no segundo turno, reforçando o palanque petista especialmente em São José de Mipibu e em municípios do Agreste.

A aproximação também envolveu o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB), cuja influência será importante na escolha da próxima Mesa Diretora. Uma das possibilidades discutidas nos bastidores coloca Cristiane na presidência nos dois primeiros anos da legislatura e Ezequiel no biênio seguinte. Esse encaminhamento, porém, ainda depende de negociação entre os deputados e não representa um acordo consolidado.

Ezequiel Ferreira e Cristiane Dantas, sorrindo, aparecem lado a lado em evento
Ezequiel Ferreira ao lado de Cristiane Dantas, cotada para a presidência da Assembleia Legislativa — Foto: Reprodução

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O trânsito de Fábio Dantas entre lideranças como Gustavo Carvalho, Tomba Farias e Rogério Marinho, ambos do PL, pode ajudar Cristiane a buscar votos além da futura base governista. Uma candidatura do PSDB enfrentaria, em princípio, menos resistência no PL do que um nome petista. Isso não significa que os deputados que eventualmente a apoiarem passarão a integrar o governo: a eleição da Mesa tem uma dinâmica própria, que envolve relações internas e participação nos espaços de comando da Casa.

Cadu pretende reunir 16 dos 24 deputados estaduais e já afirmou que esse grupo é que vai eleger o próximo presidente ou a próxima presidente da Assembleia. O governador eleito, contudo, não anunciou preferência por um nome. Até a votação, em 1º de fevereiro, o desafio de Cristiane será transformar as conversas iniciais em apoio efetivo, conciliando o respaldo de seu grupo com a construção de uma candidatura que também seja aceita por parlamentares que permanecerão na oposição.

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Matemática de Cadu

A meta do governador eleito Cadu Xavier de reunir 16 deputados em sua base exige conquistar parlamentares que não participaram de sua campanha. Na conta política, entram como possibilidades nomes que já mantêm relações com a atual administração, mesmo tendo feito escolhas eleitorais diferentes. Dois exemplos são Kleber Rodrigues e Neilton Diógenes, ambos do PP, que apoiaram Allyson Bezerra.

Vitoriosa

Na avaliação de Isolda Dantas (PT), a governadora Fátima Bezerra (PT) foi “a maior vitoriosa dessa eleição”, por ter conseguido eleger o sucessor Cadu Xavier (PT) e a senadora Samanda Alves (PT). “Quando Cadu começou com 3%, muita gente ria do nosso entusiasmo”, lembrou a deputada. Ela também elogiou o adversário Allyson Bezerra (União) por ter reconhecido a derrota.

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Em exercício

O prefeito Paulinho Freire (União) e o presidente da Câmara Municipal, Eriko Jácome (PSDB), participam de agenda na Europa até 6 de novembro. Vão para o “Programa de Capacitação Cidades que Aprendem + Missão Internacional Lisboa e Barcelona 2026”. Nesse período, a Prefeitura fica sob o comando da vice-prefeita Joanna Guerra (PL), enquanto a Câmara será presidida pelo vice-presidente Robson Carvalho (União).

IPVA

Eleito governador, Cadu sustentou a proposta de zerar o IPVA de trabalhadores que utilizam carros e motocicletas como fonte de renda. Ele afirmou que vai encaminhar uma proposta à Assembleia, com critérios para alcançar motoristas por aplicativo e cooperados. O benefício, porém, terá de vir acompanhado de compensações fiscais. “A gente vai tomar medidas compensatórias para criar novas fontes de receita e também reduzir custos em outras áreas”, declarou.

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Gastando saliva

O diálogo de Cadu com a bancada federal e com prefeitos que estiveram no palanque adversário já começou. O governador eleito relatou ter tido conversas com o senador Styvenson Valentim (Podemos), os deputados federais Benes Leocádio (União) e João Maia (PP) e com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União). Falou que busca também um contato com o senador Rogério Marinho (PL). “Eu queria muito unir a classe política do nosso Estado”, afirmou.