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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro diz a Rico Melquiades que manterá direitos LGBT e nega perseguição

Candidato afirma que respeitará a vida privada e preservará direitos de casais do mesmo sexo em vídeo publicado pelo influenciador
Agora RN
20/10/2026 | 09:53

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que não pretende retirar direitos da população LGBT caso seja eleito. Em conversa com o influenciador Rico Melquiades, divulgada na segunda-feira 19, o parlamentar negou que promoveria perseguição a pessoas homossexuais e defendeu a manutenção dos direitos relacionados à união estável.

Rico perguntou ao candidato se um eventual governo seu poderia perseguir gays ou retirar direitos dessa população. Na resposta, Flávio disse que a vida privada das pessoas não deve sofrer interferência do presidente da República.

Rico Melquiades, de camisa amarela, conversa com Flávio Bolsonaro, de camisa branca
Flávio Bolsonaro conversa com Rico Melquiades sobre direitos LGBT em vídeo divulgado nas redes sociais — Foto: Reprodução

“Eu tô preocupado em levar prosperidade pra todo mundo, respeitar todo mundo. O que a pessoa faz na sua intimidade ninguém tem nada a ver com isso. Muito menos o Presidente da República tem que se meter na intimidade, pelo amor de Deus”, declarou.

Ao ser questionado sobre a preservação de direitos de casais do mesmo sexo, o senador mencionou a divisão de patrimônio e a transmissão de herança.

“Pode ficar tranquilo. É consagrado o direito de união estável, pra dividir patrimônio, pra deixar herança. Isso aí ninguém mexe. Ninguém mexe. A lei tá valendo e vai continuar valendo”, afirmou.

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Segurança e economia entram na conversa

Em outro momento, Rico voltou ao assunto em tom de humor, perguntando sobre a liberdade sexual durante um eventual governo do candidato. Flávio respondeu que cada pessoa pode decidir sobre a própria vida e relacionou a responsabilidade do poder público à garantia de segurança.

O senador afirmou que sua obrigação seria assegurar que as pessoas pudessem circular sem sofrer assaltos. Também defendeu a redução de impostos e a recuperação do poder de compra, ao criticar a inflação e os preços dos alimentos nos supermercados.

A manifestação ocorre na reta final da disputa presidencial. Flávio enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para domingo 25 de outubro.

Os direitos mencionados na conversa têm respaldo em decisões do Judiciário. O Supremo Tribunal Federal reconheceu, em 2011, a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Desde 2013, a Resolução nº 175 do Conselho Nacional de Justiça proíbe que cartórios recusem a habilitação, a celebração do casamento civil ou a conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.