O deputado federal General Girão (PL-RN) acusou a segurança da UFRN de omissão durante o confronto entre grupos de direita e de esquerda nesta segunda-feira 19, no Campus Central, em Natal. A declaração foi dada em entrevista a uma rádio após o confronto no campus.
Girão afirmou que entregará ao reitor um documento sobre a conduta dos agentes que acompanhavam as mobilizações. Segundo o deputado, a equipe deveria ter agido preventivamente e separado os dois grupos antes do início do confronto.

“A polícia do campus foi fraca, omissa e talvez até conivente”, declarou. A segurança da UFRN ainda não havia se manifestado sobre a acusação até a publicação desta reportagem.
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Acusação contra a segurança da UFRN
Girão disse que não organizou o ato e que foi convidado por estudantes da UFRN. O deputado afirmou ter recebido o convite na manhã desta segunda-feira e decidido comparecer por considerar que o espaço universitário deve receber pessoas com diferentes posições políticas.
O parlamentar declarou ter percebido a possibilidade de tensão quando chegou ao campus. Segundo o relato, ele pediu que o Hino Nacional ficasse preparado para ser executado depois dos discursos. Girão afirmou que manifestantes contrários avançaram em direção ao grupo depois das falas.
Girão acusou um manifestante de perfurar o boneco inflável Pixuleco e furtar um telefone celular. O deputado também afirmou que pessoas lançaram pedras contra o grupo e que integrantes de sua equipe foram agredidos. As acusações não haviam sido confirmadas pelas forças de segurança.
Participantes do outro grupo também relataram agressões. Vídeos publicados nas redes sociais mostram discussões, empurrões e confrontos físicos, mas registram apenas trechos da confusão e não permitem determinar quem iniciou a violência.
Deputado defendeu pluralidade no campus
Antes do confronto, Girão defendeu que a universidade não pertence a uma única corrente política. “Esse ambiente aqui é tanto da direita quanto da esquerda”, afirmou durante a mobilização. Na entrevista, ele disse ter estudado na UFRN entre 1977 e 1979.
O deputado citou o apoio de seu mandato ao Instituto Metrópole Digital e ao projeto GovTech, voltado ao desenvolvimento de soluções para o planejamento e a gestão dos municípios. Questionado sobre cortes de recursos durante o governo de Jair Bolsonaro, respondeu que a universidade é financiada por impostos e pertence à sociedade independentemente do governo.
Girão atribuiu os cortes nas universidades à situação fiscal do governo federal e afirmou que a direita pretende discutir o modelo do ensino superior.
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TRE recebeu denúncia pelo Pardal
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou ao Agora RN que recebeu, pelo aplicativo Pardal, uma denúncia de propaganda eleitoral irregular relacionada às mobilizações. Agentes da Justiça Eleitoral estiveram no campus com a Polícia Militar.
O juiz da 3ª Zona Eleitoral e responsável pelo poder de polícia nas Eleições 2026, Cleanto Pantaleão, afirmou que a livre manifestação de pensamento político é protegida dentro das universidades. Segundo ele, a garantia não autoriza irrestritamente a propaganda eleitoral, e a fiscalização deve se limitar à repressão de irregularidades concretas, sem censura prévia.
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A Polícia Militar informou que prestou apoio no local, mas que ocorrências na área da UFRN ficam sob responsabilidade das instituições federais de segurança pública e da segurança da UFRN. Não havia informações oficiais sobre prisões ou registros de ocorrência até a publicação desta reportagem.