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Cidadania

O voto como pilar da cidadania

Presidente do Sistema Fiern defende escolhas conscientes, avaliação das propostas e acompanhamento dos mandatos
Roberto Serquiz
03/10/2026 | 01:34

O futuro do Brasil passa pelas escolhas de cada eleitor. Votar é exercer a cidadania e assumir uma parcela de responsabilidade pelos rumos do País. Dessa decisão depende a qualidade da representação política e da gestão pública, com consequências sobre a economia, os serviços essenciais e as oportunidades que construiremos para as próximas gerações.

Em um ambiente marcado pela polarização e pelo excesso de informações, precisamos elevar a régua das nossas exigências. Conhecer a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas e examinar sua capacidade de realizá-las são atitudes indispensáveis. Convicções políticas fazem parte da democracia, mas não podem dispensar a análise da competência, da integridade e do compromisso com o interesse público.

Roberto Serquiz, presidente do Sistema Fiern
Roberto Serquiz é industrial e presidente do Sistema Fiern — Foto: FIERN/Divulgação

O Brasil precisa de representantes preparados para enfrentar problemas concretos, tomar decisões responsáveis e construir soluções que ultrapassem os ciclos eleitorais. Precisamos de capacidade de gestão, responsabilidade fiscal, disposição para o diálogo e respeito às instituições. Promessas devem ser confrontadas com a realidade: como serão executadas, com quais recursos e quais resultados poderão entregar à sociedade?

Para quem produz, investe e gera empregos, essas perguntas têm consequências diretas. A qualidade das decisões públicas influencia a confiança, a competitividade das empresas e as condições de desenvolvimento. Para cada cidadão, ela se traduz no atendimento de saúde, na educação dos filhos, na segurança e nas perspectivas de trabalho e renda. O voto conecta a escolha individual a esse destino coletivo.

A democracia, porém, não se fortalece com a omissão. O voto em branco ou nulo é uma manifestação legítima, mas não contribui para escolher quem exercerá o mandato. Alguém será eleito e tomará decisões que alcançarão a todos. Por isso, entendo que a insatisfação deve nos mobilizar a pesquisar melhor, exigir mais e participar. Deixar a escolha aos outros não nos afasta das consequências.

A mesma responsabilidade vale para a informação que consumimos e compartilhamos. Notícias falsas comprometem o discernimento e empobrecem o debate público. Checar a origem de uma mensagem, verificar seu contexto e comparar fontes são cuidados que ajudam a preservar a autonomia do eleitor. A democracia precisa de divergências debatidas com respeito e de escolhas sustentadas em fatos.

Como um realista esperançoso, acredito na capacidade de construirmos um Brasil melhor. Essa esperança se apoia na consciência dos cidadãos e na disposição de cobrar competência, ética e resultados de seus representantes. A responsabilidade começa na escolha e continua no acompanhamento dos mandatos.

O voto é um pilar da cidadania porque nos dá voz na construção do futuro. Exercê-lo com consciência é cuidar do País, do nosso Estado e das gerações que virão. A democracia precisa da nossa presença, da nossa responsabilidade e da nossa participação.