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Eleições 2026

Flávio chama Lula de “pai do Tigrinho” e promete padrão Einstein no SUS

Em agenda na Baixada Fluminense, candidato também defendeu reduzir maioridade penal para 16 anos e cortar impostos
Agora RN
26/09/2026 | 14:12

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do Tigrinho” e prometeu levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um atendimento com “padrão Einstein”. As declarações foram feitas neste sábado 26, durante um evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

O discurso ocorreu um dia depois de o governo federal publicar a medida provisória que proíbe apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. As plataformas autorizadas deverão interromper as operações e a publicidade no país a partir de 6 de outubro.

Flávio Bolsonaro discursa durante evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense
Flávio Bolsonaro durante evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense — Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Ao criticar a medida, Flávio afirmou que Lula estaria preocupado com o avanço de sua candidatura. “É o pai do Tigrinho e o pai do cassino on-line”, disse. Na sexta-feira 25, o candidato já havia classificado a proibição como “estelionato eleitoral” e “solução fajuta”.

A mudança anunciada pelo governo também abriu uma discussão sobre o impacto econômico no esporte. O Flamengo estima perder até R$ 430 milhões em receitas em 2027, enquanto clubes cobram um período de transição para rever contratos de patrocínio.

Promessas de Flávio para saúde, segurança e impostos

Na área da saúde, Flávio afirmou que pretende convidar um diretor do Hospital Israelita Albert Einstein para comandar o Ministério da Saúde. Segundo o candidato, a proposta é levar ao SUS um padrão semelhante ao de hospitais privados de referência.

Na segurança pública, ele prometeu endurecer o combate ao Comando Vermelho, ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e às milícias. Flávio também defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A mudança depende de alteração constitucional e de aprovação do Congresso Nacional.

O candidato ainda anunciou propostas voltadas às mulheres, incluindo ações de proteção e autonomia financeira. Para famílias que não conseguirem vagas em creches públicas, prometeu criar um sistema de vouchers para custear matrículas na rede privada.

Flávio também disse que pretende reduzir impostos sobre a folha de pagamento e criar um programa para facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho. As propostas foram apresentadas no discurso, mas não tiveram valores, fontes de financiamento ou cronograma detalhados durante o evento.

Ao afirmar que pretende levar o “padrão Einstein” ao SUS, Flávio não apresentou durante o ato detalhes sobre orçamento, metas, contratação de profissionais ou mudanças na gestão da rede pública. A promessa ficou concentrada na escolha de um nome ligado ao hospital privado para o Ministério da Saúde.

A proposta de reduzir a maioridade penal também exigiria a aprovação de uma emenda à Constituição, com votação em dois turnos na Câmara e no Senado e apoio de três quintos dos parlamentares em cada Casa. O presidente da República não pode fazer a mudança sozinho.

Durante o evento, Flávio disse acreditar que vencerá a eleição no primeiro turno. A afirmação foi feita em tom de campanha e não veio acompanhada de dados de pesquisa no discurso.

A agenda em São João de Meriti contou com a participação do candidato ao Governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas e dos candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy, todos do PL. A concentração começou em Vilar dos Teles e seguiu em carreata pela cidade.

Para a tarde, a campanha previa uma segunda atividade em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O percurso teria início na Barra Olímpica e encerramento na Praça Soldado Mário Kosel Filho.

A proibição das apostas foi anunciada a nove dias do primeiro turno das eleições. O governo estabeleceu um prazo para retirada dos saldos mantidos nas plataformas, enquanto a criminalização da atividade ainda depende da análise do Congresso.

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