O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo 11 que pessoas que usam seu nome para prometer cargos ou ministérios em um eventual governo são “picaretas”. A declaração foi publicada nas redes sociais durante a campanha do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!”, escreveu Flávio em seu perfil no X.

A manifestação ocorreu depois de Eduardo Bolsonaro dizer, em entrevista ao SBT News, que as nomeações para um eventual governo do irmão passariam pelo aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Eduardo, as conversas sobre a composição da administração ficariam para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Flávio não informou quem estaria fazendo as promessas nem citou nomes de pessoas ou grupos envolvidos. A publicação funcionou como um alerta a aliados e apoiadores em meio às negociações políticas desta etapa da campanha.
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Candidato pede mobilização no segundo turno
Na mesma publicação, Flávio pediu que seus eleitores procurem pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno e conversem com quem ainda não definiu o voto. O candidato afirmou que cada apoio pode ser decisivo na disputa.
O senador terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. A diferença levou as duas campanhas a intensificarem a busca por alianças, apoios regionais e eleitores que se abstiveram na primeira votação.
A declaração sobre cargos também ocorre no momento em que partidos e lideranças negociam apoio para o segundo turno. Flávio tem reforçado que as decisões sobre uma eventual equipe de governo ainda não foram tomadas, enquanto aliados discutem publicamente a participação de Jair Bolsonaro nas escolhas políticas do grupo.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está submetido a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo fora das agendas de campanha, permanece como principal referência política do PL e do grupo que apoia a candidatura do filho.
Flávio e Lula disputam o segundo turno em 25 de outubro. Até lá, as campanhas concentram esforços na propaganda eleitoral, em atos públicos e na formação de alianças para ampliar a votação obtida no primeiro turno.