O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vê “como não ganhar” as eleições deste ano e minimizou os resultados recentes das pesquisas eleitorais. A declaração foi dada durante participação no podcast Desce a Letra.
Ao ser questionado sobre o crescimento do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em levantamentos divulgados nas últimas semanas, Lula disse que não é movido por pesquisas. O presidente atribuiu o cenário à dinâmica atual da política, marcada, segundo ele, pelo fortalecimento de grupos de extrema direita.

“Antes você fazia uma campanha disputando com outros partidos, era outra coisa, era outro nível na política. A política tinha rivalidade, mas não tinha o ódio. Hoje a política tem o ódio, a mentira, a disseminação. Hoje você sabe que a mentira voa e a verdade engatinha”, afirmou.
Lula sustentou que as ações de seu terceiro mandato devem garantir uma vitória na disputa presidencial. “A mentira tem perna curta, se a gente construir a narrativa correta, a gente vai ganhar deles. Hoje eu não vejo como não ganhar essas eleições. Por tudo que a gente fez, eu tenho certeza que a gente vai ganhar as eleições”, declarou.
Na entrevista, o presidente reconheceu que o custo de vida segue alto, mas citou indicadores econômicos do governo. “Eu sei que o custo de vida tá caro, mas temos a menor inflação acumulada em quatro anos, temos o aumento do salário mínimo real todo ano, a maior quantidade de emprego; ainda assim, o custo de vida está caro”, disse.
Em pesquisa Quaest divulgada no domingo 14, Flávio apareceu numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, com 42% a 40%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o levantamento indicou empate técnico entre os dois.