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Pressão internacional

Eduardo Bolsonaro diz que levará julgamento do STF aos EUA para pedir novas sanções

Ex-deputado afirmou que pretende mostrar falas de ministros em Washington após sessão sobre possível investigação contra Alexandre de Moraes
Agora RN
16/09/2026 | 13:34

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende levar a autoridades em Washington registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o material será usado para pedir uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

Em publicação nas redes sociais após a sessão de segunda-feira 15, Eduardo escreveu: “Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”. A sigla DC se refere a Washington, D.C., capital dos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro durante sessão na Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro durante sessão na Câmara dos Deputados — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-parlamentar criticou os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Em outra mensagem, afirmou que “a punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição”.

A sessão extraordinária do STF analisou a possibilidade de aprofundar a apuração sobre Moraes no contexto do caso Banco Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi interrompido após o ministro Flávio Dino pedir vista. Antes disso, Kassio Nunes Marques declarou impedimento e Dias Toffoli se declarou suspeito por motivo de foro íntimo.

Eduardo, que vive nos Estados Unidos, já havia articulado medidas americanas contra autoridades brasileiras. Em junho, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, por atuação relacionada a sanções e medidas econômicas contra o Brasil. A decisão ainda é objeto de recurso.

Em 2025, Moraes foi alvo de sanções americanas baseadas na Lei Global Magnitsky. As medidas, que incluíam restrições financeiras e de entrada no país, foram posteriormente revogadas pelo governo dos Estados Unidos.