O iPhone dobrável chegou ao Brasil custando mais do que muitos carros usados. Na quarta-feira 9, a Apple apresentou o iPhone Duo, que é o primeiro celular dobrável lançado pela companhia e também o iPhone mais caro que a marca já pôs à venda. No mercado brasileiro, o preço do aparelho começa em R$ 21.999 e, na versão mais completa, vai a R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento.
Com o lançamento, a Apple entra no segmento dos smartphones dobráveis. Na mesma apresentação, a empresa aumentou os preços das versões tradicionais mais avançadas da sua linha. O iPhone 18 Pro agora custa a partir de R$ 11.999, e o iPhone 18 Pro Max tem preço inicial de R$ 12.999.

É o Duo que concentra a principal novidade desta geração. Além de estrear o formato dobrável entre os smartphones da Apple, ele é vendido em quatro configurações de memória. Com 256 GB, custa R$ 21.999. Com 512 GB, o valor sobe para R$ 23.499, e com 1 TB passa a R$ 26.499. A versão topo de linha, com 2 TB, sai por R$ 30.999.
Esses preços dão ao dobrável uma faixa própria dentro do catálogo da empresa. Mesmo a configuração mais barata do Duo sai praticamente pelo valor das versões mais caras dos novos iPhones Pro.
Os modelos da linha iPhone 18 Pro receberam ganhos de desempenho e uma câmera com abertura variável. Os preços, porém, também subiram. Um levantamento do TecMundo, site especializado em tecnologia, mostra aumentos de até 19% em relação à geração anterior, que variam conforme o aparelho e a quantidade de armazenamento.
No caso do iPhone 18 Pro, os reajustes mudam de uma versão para outra. Com 256 GB, o aparelho sai por R$ 11.999, 4,35% a mais que antes. O de 512 GB custa R$ 13.499, com aumento de 3,85%, e o de 1 TB pula para R$ 16.499, o que representa um avanço de 13,69%. Pela primeira vez, a Apple oferece também uma opção de 2 TB para o iPhone 18 Pro, vendida por R$ 20.999.
No iPhone 18 Pro Max, o movimento é o mesmo. A versão de 256 GB passa a custar R$ 12.999, 4% a mais, e a de 512 GB vai a R$ 14.499, com alta de 3,57%. Com 1 TB, o Pro Max chega a R$ 17.499, reajuste de 12,9%. Na configuração de 2 TB, o preço é de R$ 21.999, 18,92% acima do que era cobrado antes e igual ao valor de entrada do iPhone Duo.
Em números absolutos, as versões de 256 GB e de 512 GB dos modelos Pro e Pro Max subiram R$ 500. Nas de 1 TB, a alta ficou em R$ 2 mil. No iPhone 18 Pro Max de 2 TB, o aumento chegou a R$ 3,5 mil.
Os reajustes chegam num momento em que os preços dos eletrônicos de consumo estão pressionados pela crise no mercado de memórias. Em junho, a Apple já tinha aumentado no Brasil os valores de outros produtos, incluindo as linhas de Mac e iPad.
A nova geração tem ainda uma ausência que chama a atenção: o iPhone 18 convencional ficou fora dos lançamentos apresentados pela Apple. É uma quebra no calendário habitual da empresa, que costumava mostrar juntas as versões convencionais e Pro de seus celulares. Agora, a previsão é de que o iPhone 18 padrão só seja lançado no primeiro trimestre de 2027.
Quem pretende comprar também vai encontrar calendários diferentes de pré-venda e de entrega para cada aparelho. Para o iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max, a pré-venda começou no sábado 12, e as entregas estão previstas para começar na sexta-feira 18 de setembro.
O Duo chega mais tarde. A pré-venda do primeiro dobrável da marca abre na quarta-feira 16, e os primeiros envios estão programados para 23 de outubro.
Com essa geração, a Apple aumenta, no Brasil, tanto a variedade de formatos quanto a faixa de preços dos seus celulares. Na prática, o catálogo passa a ter um iPhone Pro que começa perto de R$ 12 mil, um dobrável que parte de quase R$ 22 mil e, na maior capacidade disponível, uma conta que chega a R$ 30.999.