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Cinema

Filme sobre as mortes de Juscelino e Goulart está entre os 15 que disputam vaga do Brasil no Oscar

"A Conspiração Condor", com Mel Lisboa e Dan Stulbach, aguarda a escolha da Academia Brasileira de Cinema, prevista para quarta-feira 16
Agora RN
14/09/2026 | 18:52

O filme “A Conspiração Condor”, um thriller político dirigido por André Sturm que volta às mortes de dois ex-presidentes do Brasil, está na briga por uma vaga no Oscar 2027. Com Mel Lisboa e Dan Stulbach nos papéis principais, o longa aparece na lista dos 15 filmes pré-selecionados na disputa para representar o Brasil na premiação.

Quem vai escolher o candidato do País é a Academia Brasileira de Cinema, que tem o anúncio previsto para a quarta-feira 16 de setembro. Essa etapa nacional acontece antes da competição de fato pela indicação, que é feita pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, de Hollywood, a entidade que entrega o Oscar.

Duas mulheres lado a lado diante de uma parede azul grafitada; a da esquerda veste preto e a da direita, casaco claro sobre blusa amarela
Liz e Beatriz Reis, mãe e filha, produzem o filme que pode representar o Brasil no Oscar 2027 — Victoria Mendez/LEP Filmes

Na pré-seleção, o longa de Sturm disputa espaço com outros 14 títulos. O que for decidido no dia 16 vai apontar qual deles vai adiante para representar o País e tentar entrar na lista da Academia de Hollywood.

A história é inspirada em fatos reais. O filme segue a apuração em torno da morte de Juscelino Kubitschek e da de João Goulart, dois ex-presidentes que morreram no mesmo ano, 1976. Para montar a trama, o roteiro recorre a elementos daquele período e trata de interesses políticos, de versões oficiais e de acontecimentos ligados ao regime militar.

Mel Lisboa dá vida a Silvana, jornalista que começa a pôr em dúvida as explicações dadas para a morte dos dois ex-presidentes. A investigação ganha outro tamanho quando ela se junta a Juan, um jornalista argentino, personagem de Dan Stulbach.

À medida que a apuração avança, a dupla se depara com uma rede de pressões políticas e de interesses ocultos. O caminho leva Silvana até Carlos Lacerda, vivido pelo jornalista Pedro Bial, e aos bastidores da tentativa de criar a Frente Ampla.

A Frente Ampla era um movimento que tentava reunir lideranças políticas de diferentes lados em oposição ao regime militar. No filme, esse contexto funciona como uma das pontes que ligam os personagens e os fatos históricos à investigação feita pelos dois jornalistas.

“A Conspiração Condor” marca a estreia da LEP Filmes em longas-metragens de ficção. A produtora pertence a Liz e Beatriz Reis, mãe e filha, que dividem a assinatura da produção. Liz também atua no filme: ela interpreta Maria Thereza, que foi mulher de João Goulart.

O roteiro é assinado por André Sturm em parceria com Victor Bonini. No elenco estão ainda Nilton Bicudo e Maria Manoella, ao lado de Mel Lisboa, Dan Stulbach e Pedro Bial. A distribuição do longa ficou com a Pandora Filmes.

Na parte técnica, a fotografia é de Andradina Azevedo, a direção de arte ficou com Ana Rita Bueno e os figurinos foram criados por Isis Cecchi. O filme tem 110 minutos de duração.

Lançado comercialmente nos cinemas em abril deste ano, o longa agora amplia sua carreira em festivais e premiações. Ainda neste mês de setembro, o filme participa da mostra competitiva do Inffinito Brazilian Film Festival, que chega à 30ª edição em Miami, nos Estados Unidos. É lá que ele faz a sua première internacional.

A produção também inaugura uma etapa nova na trajetória da LEP Filmes. A empresa foi criada por Liz e Beatriz Reis em 2005 e começou trabalhando com artes cênicas. Em 2010, passou a atuar também no audiovisual.

Desde então, a produtora fez parcerias com canais e plataformas como a ESPN, a Globo, o Canal Brasil, a National Geographic, o Globoplay e o sportv. O catálogo tem obras de ficção, documentários e séries, e as histórias ligadas à música e ao esporte têm peso especial nele.

Entre esses trabalhos estão “A História de um Sonho” (2019), “Cordialmente Teus” (2020) e “Vai Corinthians” (2022), além da série “Sem Bloqueio”. “Renascimento”, produção da LEP sobre Milton Nascimento, saiu em 2023.