Em outro confronto durante o debate, Allyson acusou Álvaro de utilizar o período em que presidiu a Assembleia Legislativa para efetivar parentes e pessoas próximas sem concurso público. O candidato do União chamou o episódio de “Trem da Alegria” e afirmou que os pagamentos ao adversário, a familiares e a antigos colaboradores chegam atualmente a aproximadamente meio milhão de reais por mês. O Ministério Público Estadual (MPRN) denunciou a irregularidade em 2008.
“Álvaro Dias é conhecido pelo trem da alegria, por ter se empregado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e ter empregado toda a família dele”, afirmou Allyson. Em seguida, citou nominalmente integrantes do grupo e os respectivos vencimentos. “Ao todo, candidato, você, conhecido por ter empregado no trem da alegria, em torno de meio milhão de reais, meio milhão de reais que está indo dos cofres públicos do cidadão para a família de Álvaro Dias”, declarou.

Uma tabela divulgada pela campanha de Allyson, com dados atribuídos ao Portal da Transparência da Assembleia e referentes a julho de 2026, aponta pagamento bruto mensal de R$ 437.811,09 e líquido de R$ 296.843,82 a 11 pessoas. O próprio Álvaro aparece com remuneração bruta de R$ 37.543,78. Os irmãos Humberto e Anselmo Costa Dias receberam, respectivamente, R$ 50.398,85 e R$ 45.131,22.
A relação apresentada inclui ainda Rosane Teixeira de Carvalho, ex-esposa de Álvaro, com R$ 36.068,90; os primos Sérgio Augusto Dias Florêncio e Noya Maria Dias Florêncio, com R$ 43.995,51 e R$ 24.184,54; Silvana Medeiros Gurgel Dias, com R$ 35.809,97; Leila Medeiros Brandão Florêncio, com R$ 43.836,61; e Regina Maria de Araújo Dias, com R$ 36.068,90. Também foram relacionados o ex-secretário Lúcio de Medeiros Dantas Júnior, com R$ 34.695,62, e o ex-assessor Pacífico José Dantas Fernandes, com R$ 50.077,19. Os valores brutos incluem vencimento básico, vantagens, férias e benefícios.
Segundo a assessoria de Allyson, as admissões fazem parte de um conjunto de 193 efetivações sem concurso realizadas entre 1997 e 2003, período em que Álvaro presidiu a Assembleia. O material sustenta que os atos foram posteriormente contestados pelo Ministério Público e anulados pelo Supremo Tribunal Federal. No debate, Álvaro não respondeu individualmente sobre os pagamentos. “Esse processo que você está dizendo aí está sendo investigado e vai ser esclarecido totalmente”, afirmou.