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Eleições 2026

Candidaturas do RN receberam R$ 55,9 milhões, mas menos de 1% aparece pago; Styvenson lidera no Senado

Estado é o 18º do País e o 7º do Nordeste; 95% do dinheiro é público e só R$ 459 mil constam como despesa
Agora RN
02/09/2026 | 14:55

As candidaturas do Rio Grande do Norte receberam R$ 55,9 milhões para financiar as campanhas das eleições de 2026. O levantamento, atualizado até segunda-feira 31 de agosto com dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coloca o Estado na 18ª posição entre as 27 unidades da Federação.

Do montante transferido, R$ 53,1 milhões têm origem pública, principalmente no Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Outros R$ 2,7 milhões foram registrados como recursos privados destinados aos candidatos potiguares. Os recursos públicos representam aproximadamente 95% de tudo o que havia chegado às campanhas até segunda-feira, e os privados, os 5% restantes. A distribuição é administrada nacionalmente pelos partidos, de acordo com critérios políticos, legais e eleitorais.

Eleitor pressiona a tecla confirma de uma urna eletrônica durante teste do TSE
Urna eletrônica em teste do Tribunal Superior Eleitoral; os repasses às campanhas são declarados à Justiça Eleitoral. Foto: Alejandro Zambrana/Secom TSE

Apesar do volume já arrecadado, apenas R$ 459 mil apareciam efetivamente pagos em despesas de campanha até a atualização — menos de 1% do total. O dado retrata o que havia sido informado à Justiça Eleitoral até aquela data, e os valores deverão crescer com a entrega das prestações de contas.

Na comparação regional, o Rio Grande do Norte ocupa a sétima posição entre os nove estados do Nordeste, superando apenas duas unidades da região. Está atrás de Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Paraíba no total de recursos recebidos. A posição ainda poderá mudar ao longo de setembro, à medida que as direções partidárias nacionais realizarem novas transferências.

Quem mais arrecadou

Styvenson Valentim (Podemos) liderava a arrecadação para o Senado no Estado, com R$ 3,811 milhões. Zenaide Maia (PSD) tinha R$ 3,03 milhões, enquanto Rafael Motta (PDT) registrava R$ 3 milhões. Samanda de Lula (PT) havia recebido R$ 1,974 milhão até segunda-feira 31.

Entre os candidatos à Câmara dos Deputados, Sargento Gonçalves (PL) registrava R$ 3,03 milhões. General Girão (PL) tinha R$ 2,795 milhões; Tábata Pimenta (PV), R$ 2,5 milhões; Nina Souza (PL), R$ 2,408 milhões; e Natália Bonavides (PT), R$ 2,349 milhões.

Cada candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pode gastar aproximadamente R$ 7 milhões no primeiro turno. Se houver segundo turno, será permitido um acréscimo de cerca de R$ 3,55 milhões. Para o Senado, o limite informado nesta eleição é de aproximadamente R$ 3,811 milhões.

O dinheiro eleitoral movimenta serviços de comunicação, produção audiovisual, gráficas, locação de veículos e imóveis, montagem de comitês, contratação de pessoal e deslocamentos. A entrada dos recursos tende a ganhar velocidade em setembro, com o avanço da propaganda e das agendas de rua.