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Eleições 2026

Babá Pereira aposta em vitória de Flávio Bolsonaro e projeta peso de Rogério Marinho no RN

Candidato a vice na chapa de Álvaro Dias defende voto casado, diz que o eleitorado está "cansado" de Lula e afirma que o senador potiguar, coordenador da campanha do PL, teria força em um eventual governo
Agora RN
18/08/2026 | 14:20

O candidato a vice-governador Babá Pereira (PL), companheiro de chapa de Álvaro Dias, afirmou nesta segunda-feira 17 que a população brasileira está “cansada” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse acreditar na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. A declaração foi dada em entrevista ao programa Jornal da Cidade, da rádio 94 FM.

Questionado sobre como se comportaria um eventual governo Álvaro caso Lula fosse reeleito, o candidato respondeu partindo da premissa oposta. “Primeiro, eu acho difícil o Flávio Bolsonaro perder essa campanha, pelos números que estão mostrando aí e até porque o povo está cansado também de Lula há muito tempo”, declarou. Na sequência, associou a rejeição ao presidente a problemas de segurança pública e integridade administrativa: “Corrupção, violência… O povo brasileiro não aguenta mais”.

Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político
Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político — Foto: reprodução

A aposta no peso de Rogério Marinho

O núcleo do argumento, porém, é local. Babá defendeu o voto casado — Flávio para presidente e Álvaro para o Governo do Estado — sustentando que o alinhamento renderia ganhos concretos ao Rio Grande do Norte por causa da posição ocupada por um senador potiguar na campanha presidencial.

“É importante a eleição de Flávio Bolsonaro para que possa nos ajudar, porque ao seu lado nós temos o coordenador-geral da sua campanha, que é o senador Rogério Marinho, que vai ter muita força no novo governo de Flávio Bolsonaro”, declarou. Segundo ele, Marinho “vai poder, sim, ajudar muito ao nosso Rio Grande do Norte a sair da situação que se encontra”.

A tese depende de duas hipóteses encadeadas: a vitória do candidato do PL e a conversão da coordenação de campanha em influência efetiva sobre a futura administração federal — nenhuma delas verificável neste momento da disputa.

A ressalva institucional

Apesar das críticas, o candidato a vice afirmou que uma eventual vitória de Lula não impediria o diálogo entre os governos estadual e federal. “Se houver essa possibilidade, claro, institucionalmente a gente tem que tratar com respeito. Tem que buscar, se for o caso, conversar, dialogar para poder ajudar o nosso Estado do Rio Grande do Norte”, disse. A entrevista foi noticiada originalmente por O Correio de Hoje, em reportagem sobre as declarações do candidato a vice-governador.

A fala se soma à linha de argumentação que Babá vem construindo desde a pré-campanha. Em 12 de agosto, ele afirmou que a “maioria do eleitorado de Allyson é de esquerda“, tentando disputar com o líder das pesquisas a identificação do eleitorado conservador — o mesmo campo que o voto casado com Flávio Bolsonaro procura consolidar.

No fim de semana, a chapa iniciou a campanha com adesivaços em 22 pontos de Natal e Parnamirim, ao lado do prefeito Paulinho Freire, do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, e do senador Styvenson Valentim. No mesmo domingo, Flávio Bolsonaro abriu sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, com discurso concentrado em violência urbana e na relação com os Estados Unidos, tema em que se apresentou como “o único que pode sentar” para negociar com Washington.